Polícia

Serial killer diz que matou idoso após desacerto na negociação de aluguel

Durante depoimento prestado à Polícia Civil nesta terça-feira (02), na DEH (Delegacia Especializada de Homicídios), o pedreiro Cleber de Souza Carvalho, de 43 anos, serial killer indiciado pela morte de sete pessoas em Campo Grande, confessou o assassinato de José Leonel Ferreira dos Santos, de 61 anos, ocorrido no dia 2 de maio, em Campo […]

Renan Nucci Publicado em 02/06/2020, às 15h28 - Atualizado às 16h30

Pedreiro confessou que matou sete pessoas (Foto: Dayene Paz, Midiamax)
Pedreiro confessou que matou sete pessoas (Foto: Dayene Paz, Midiamax) - Pedreiro confessou que matou sete pessoas (Foto: Dayene Paz, Midiamax)

Durante depoimento prestado à Polícia Civil nesta terça-feira (02), na DEH (Delegacia Especializada de Homicídios), o pedreiro Cleber de Souza Carvalho, de 43 anos, serial killer indiciado pela morte de sete pessoas em Campo Grande, confessou o assassinato de José Leonel Ferreira dos Santos, de 61 anos, ocorrido no dia 2 de maio, em Campo Grande, durante discussão. Recolhido no Instituto Penal da Capital, ele ainda deve ser ouvido pelos outros crimes nos próximos dias.

Conforme apurado pelo jornal Midiamax, o investigado mudou a versão apresentada pela esposa, Roselaine Gonçalves, de 40 anos, de que o crime teria sido cometido porque a família queria uma casa maior para morar. O casal, inclusive, teria se mudado para o imóvel com a filha Yasmin Natasha Gonçalves, de 19 anos, e lá mesmo eles enterraram o corpo do morador.  A casa fica na Vila Nasser e Cleber matou a vítima usando uma barra de ferro.

Em depoimento, no entanto, o pedreiro alegou que houve uma discussão entre ele e Leonel. Em sua versão, o acusado teria dito que combinou com a vítima que alugaria o imóvel, mas que em contrapartida, fecharia o espaço de duas portas e usaria o serviço para descontar valor do aluguel. No entanto, depois de ele ter fechado a primeira porta, a vítima supostamente mudou de ideia, ocasião em que entraram em discussão. Cleber alegou que então a matou em legítima defesa.

O pedreiro ainda disse que agiu sozinho, como forma de proteger a filha, que está presa por participação no homicídio. A esposa dele, também presa, responde por envolvimento na ocultação de cadáver. O crime ocorreu na madrugada do dia 2 de maio e foi descoberto no dia 7, quando o corpo foi encontrado. A prisão do assassino ocorreu apenas no dia 14, pelo Batalhão de Choque da Polícia Militar. O caso foi encaminhado à DEH que, em continuidade às investigações com apoio da PM descobriu mais 6 vítimas.

Jornal Midiamax