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Polícia acredita que catador foi carbonizado em incêndio acidental

A Polícia Civil acredita que o incêndio que matou o catador Paulo Antônio Sobrinho, cerca de 55 anos, na madrugada desta segunda-feira (14), tenha ocorrido de forma acidental. A vítima morava em um barraco na Rua da Serra, na Vila Nova Capital, região da Moreninha 2, em Campo Grande. Como não tinha energia elétrica no […]

Renan Nucci Publicado em 14/12/2020, às 17h36 - Atualizado em 15/12/2020, às 09h44

Local onde o corpo foi encontrado. Foto: Dani Errobidarte
Local onde o corpo foi encontrado. Foto: Dani Errobidarte - Local onde o corpo foi encontrado. Foto: Dani Errobidarte

A Polícia Civil acredita que o incêndio que matou o catador Paulo Antônio Sobrinho, cerca de 55 anos, na madrugada desta segunda-feira (14), tenha ocorrido de forma acidental. A vítima morava em um barraco na Rua da Serra, na Vila Nova Capital, região da Moreninha 2, em Campo Grande. Como não tinha energia elétrica no local, costumava acender velas e fogueiras, de onde o fogo pode ter surgido.

De acordo com o delegado João Reis Belo, análise preliminar aponta que o corpo estava no local em que seria a cama e em posição de dormir, o que leva a crer que foi atingido pelas chamas durante o sono. Além disso, testemunhas relataram que o catador foi visto comprando velas na noite anterior, em um mercadinho que fica em frente.

Os vizinhos disseram que ele sempre acendia velas e colocava fogo no mato. Tais hábitos, aliado ao fato de que o barraco era feito de material inflamável, como lona e madeira, é possível crer que o incêndio tenha sido acidental. No entanto, o corpo foi encaminhado para perícia, a fim de avaliar se não há outros ferimentos que sinalizem para violência.

O delegado explicou ainda que testemunhas disseram ter ouvido gritos durante a madrugada, que podem ser referentes a uma suposta discussão ou até mesmo pedidos de socorro do homem, enquanto estava sendo queimado. A perícia também é crucial para confirmar a identidade da vítima, que foi reconhecida informalmente por irmãos.

O irmão esteve no local e relatou que o catador vivia ali. Uma irmã chegou em seguida e disse que sempre era visitada por Paulo, que fazia refeições na casa dela, no mesmo bairro. Ela disse ainda que tentou acolhê-lo várias vezes, na tentativa de ajudá-lo no tratamento contra o vício em álcool e drogas.

Recentemente, ele havia comentado que o reciclador que comprava os materiais que coletava não estava mais interessado em negociar. Porém, o irmão disse que não há relatos de rixas ou ameaças que oferecessem risco à vida da  vítima. O caso será investigado pela 4ª Delegacia de Polícia Civil.

Jornal Midiamax