Polícia

Pintor é condenado a 14 anos de prisão por matar major do Exército em Bonito

Crime ocorreu em abril de 2019 quando major passeava em Bonito com a família. Pintor pediu um cigarro e atingiu Paulo no tórax com facada.

Danielle Errobidarte Publicado em 11/12/2020, às 17h34 - Atualizado em 12/12/2020, às 11h20

Ele teria negado um cigarro ao pintor e foi atingido por facada no tórax. (Foto: Divulgaçaõ)
Ele teria negado um cigarro ao pintor e foi atingido por facada no tórax. (Foto: Divulgaçaõ) - Ele teria negado um cigarro ao pintor e foi atingido por facada no tórax. (Foto: Divulgaçaõ)

Durante julgamento realizado nesta sexta-feira (11), o pintor Bruno da Rocha foi condenado a 14 anos de prisão pelo homicídio do major do Exército e professor campo-grandense Paulo Setterval, ocorrido no ano passado, em frente a um hotel na cidade de Bonito, a 300 quilômetros de Campo Grande.

Inicialmente, o juiz Raul Ignatius Nogueira, da 1ª Vara de Bonito, proferiu a sentença de 17 anos de reclusão, mas diante da atenuante de confissão, reduziu a pena em três anos. O primeiro julgamento havia sido marcado para o dia 3 de março deste ano, mas foi remarcado devido a pandemia de coronavírus.

Morto por causa de um cigarro

No dia do assassinato, 14 de abril do ano passado, Paulo estava em Bonito a passeio com a esposa e amigos. Durante a noite, foi para a frente do hotel no qual estava hospedado, quando Bruno passou em uma bicicleta e pediu um cigarro. Devido a Paulo dizer que não tinha o item, Bruno foi embora, mas retornou minutos depois, abordando Paulo novamente.

A vítima foi atingida com um golpe de faca na região do tórax. Bruno foi denunciado por homicídio qualificado por motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima, uma vez que foi atingido pela facada quando se virou para ver quem estava falando com ele.

“Marca o fim desse sofrimento”, diz família

Em entrevista ao Jornal Midiamax, a viúva de Paulo Elaine Setterval, de 47 anos, afirmou que o julgamento significava um marco na vida da família. “Marca o fim desse ciclo de sofrimento. A gente espera que justiça seja feita […] e que ele pague pelo que fez, pois tirou a vida de uma pessoa inocente. Foi covarde e atacou à espreita”, disse.

Elaine afirma que o crime causou dano irreparável à família. “Faço terapia até hoje. Naquele dia, abriu um abismo na minha frente e sinto que ainda estou em queda. Ele [Bruno] arrancou o grande amor da minha vida, meu melhor amigo e pai de um garoto de 15 anos”.

Apesar da dor, a lembrança dos bons momentos ao lado de Paulo são alento. “É uma pessoa que deixou muito amor. Todos se lembram dele pela forma carinhosa que ele tratava a todos, alunos, ex-alunos. Apesar de tudo, colho o que Paulo plantou, no sentido de que tenho recebido muito amor de volta. É triste, porque saímos para passar um fim de semana e voltei com meu marido no caixão”.

Jornal Midiamax