Polícia

Membro do PCC, assassinado no Indubrasil era responsável por drogas vindas do Paraguai

Membro do PCC fazia parte da cúpula de logística do transporte de drogas vindas do Paraguai. Ele estava evadido do semiaberto da Gameleira.

Da Redação Publicado em 08/12/2020, às 19h27 - Atualizado em 09/12/2020, às 10h11

Marlon foi morto a tiros na frente da esposa (Foto: Marcos Ermínio / jornal Midiamax)
Marlon foi morto a tiros na frente da esposa (Foto: Marcos Ermínio / jornal Midiamax) - Marlon foi morto a tiros na frente da esposa (Foto: Marcos Ermínio / jornal Midiamax)

Operação Leviatã, deflagrada pela PF (Polícia Federal) em maio de 2012 já havia expedido mandado de prisão temporária contra Marlon Ricardo da Silva Diarte, assassinado a tiros no Indubrasil na tarde desta terça-feira (8). As investigações apontaram que ele fazia parte da cúpula do PCC (Primeiro Comando da Capital) chamada de Sintonia Paraguaia, responsável por articular os contatos da facção criminosa no transporte de drogas do país vizinho.

Os mandados de prisão foram expedidos em maio de 2012. Conforme publicado no diário eletrônico da Justiça Federal da 3ª Região de São Paulo, Marlon era conhecido pelos apelidos de “Cumpa”, “Gaúcho” ou “Gordinho”. A cúpula da qual ele fazia parte, segundo a PF, era encarregada do processo logístico do transporte de maconha e cocaína do Paraguai até o estado de São Paulo.

Já na Justiça de Mato Grosso do Sul, ele respondeu por transportar drogas em um Fiat Fiorino, dentro de tambores. No veículo também foi encontrada uma balança com capacidade para até 500 quilos. Marlon havia sido preso, junto a outros três integrantes da quadrilha, com 181 quilos de maconha. Nos tabletes, havia identificação de “açougue G”, etiquetadas. Inicialmente, ele cumpria pena em regime fechado, mas devido a trabalhos realizado durante o período de detenção, progrediu para regime semiaberto. A previsão inicial de término da pena, sem os descontos pelos serviços prestados, era para o ano de 2024.

Assassinado a tiros

Marlon Ricardo da Silva Diarte, de 37 anos, foi assassinado a tiros no fim da manhã desta terça-feira (8), em frente a um bar, localizado no Núcleo Industrial de Campo Grande. O autor dos tiros fugiu em uma motocicleta e a polícia faz diligências para localizá-lo. O caso será investigado pela 7ª Delegacia de Polícia Civil.

Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, a vítima trabalhava em uma madeireira da região. No horário de almoço, o homem foi buscado pela esposa em um veículo Celta da cor prata e teria ido encontrar um conhecido em um bar da região, localizada na Rua Principal 1. Ao chegar no local, Marlon saiu do veículo, momento em que foi alvejado pelos tiros. A vítima caiu na calçada, próximo a porta do Celta, e não resistiu aos ferimentos.

Ainda, de acordo com as informações de testemunhas, o autor já teria ido ao trabalho de Marlon, o procurando. No entanto, como não conseguiu entrar, foi até ao bar nas proximidades. Ele estava conduzindo uma moto e então deixou o veículo em um lava jato, enquanto tomou duas cervejas, à espera da vítima. Durante esse tempo, afirmou para populares que estava esperando por um suposto irmão.

Após matar Marlon, ele fugiu de moto. Testemunhas informaram que o suspeito é moreno claro e tem tatuagem no braço. No local, foram encontradas 7 cápsulas, aparentemente de pistola semiautomática.

Ele cumpria pena em regime semiaberto no Centro Penal Agroindustrial da Gameleira por tráfico de drogas. Pela manhã de hoje, o empresário da madeireira conveniada já havia notificado a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) sobre o interno.

Jornal Midiamax