Polícia

Mantida liberdade de delegado após ação que pedia prisão para ‘assegurar ordem pública’

Na tarde desta terça-feira (1º), foi julgado recurso na tentativa de que o delegado Márcio Shiro Obara voltasse a ser preso. Em decisão unânime da 2ª Câmara Criminal do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), o pedido foi negado e Obara deve permanecer em liberdade. A liberdade do delegado Obara, que saiu […]

Renata Portela Publicado em 01/09/2020, às 16h55 - Atualizado em 02/09/2020, às 09h20

Delegado Márcio Obara (Foto: assessoria Polícia Civil)
Delegado Márcio Obara (Foto: assessoria Polícia Civil) - Delegado Márcio Obara (Foto: assessoria Polícia Civil)

Na tarde desta terça-feira (1º), foi julgado recurso na tentativa de que o delegado Márcio Shiro Obara voltasse a ser preso. Em decisão unânime da 2ª Câmara Criminal do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), o pedido foi negado e Obara deve permanecer em liberdade.

A liberdade do delegado Obara, que saiu da cela da 3ª Delegacia após pagar fiança e colocar tornozeleira eletrônica, não agradou ao MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul). Assim, foi inserida no processo uma ação para que ele fosse novamente preso, para “assegurar a ordem pública”.

Isso, porque Obara tem denúncias por corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução da justiça. Ele é acusado de receber propina no valor de R$ 100 mil para não investigar o assassinato de Ilson Figueiredo. Ainda segundo o MPMS, Obara estava impedindo o avanço das investigações a mando de Jamil Name, Jamil Name Filho, Flávio Côrrea Jamil Georges e Fahd Jamil.

Também conformea denúncia, Obara chegou a dizer que estes integram “As duas organizações criminosas mais poderosas do Estado, e que se comunicam entre si”. Mesmo assim, a decisão foi a de que ele permaneça em liberdade, com uso de tornozeleira. Agora, conforme decisão da Corregedoria da Polícia Civil, ele deve começar a atuar no setor administrativo.

Omertà III

O objetivo da terceira fase da Omertà foi de desbaratar organização criminosa atuante em Mato Grosso do Sul, especialmente na região de fronteira, dedicada à prática de crimes. São eles crimes como tráfico de armas, homicídios, corrupção e lavagem de dinheiro.

Com isso, foram cumpridos 18 mandados de prisão preventiva, 2 mandados de prisão temporária e 20 mandados de busca e apreensão. Então, foram cumpridos nas cidades de Campo Grande, Ponta Porã, Ivinhema e em Peruíbe (SP).

Assim, foram presos Benevides Cândido Pereira, o Benê, o investigador da Polícia Civil Célio Rodrigues Monteiro, o Manga Rosa, Cinthya Name Belli, também policial civil Frederico Maldonado de Arruda, o Fred.

Além de Elvis Elir Camargo Lima, o ex-deputado estadual e conselheiro do TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul) Jerson Domingos, Lucas Silva Costa, o Lukinhas, Lucimar Calixto Ribeiro, o Mazinho, o delegado Obara, Rogério Luis Phelippe e Rodrigo Betzkowski de Paula Leite, o Rodrigo Patron.

Já em Ponta Porã foram alvos Fahd Jamil, o Fuad, o filho dele Flávio Correia Jamil Georges, o Flavinho, que são considerados foragidos. Ainda Melciades Aldana, o Mariscal, Marco Monteoliva e Thyago Machado Abdulahad (que estaria em Ivinhema).

Jornal Midiamax