Polícia

Justiça determina prisão para flagrados em operação contra pedofilia em Campo Grande

Foi determinada pela Justiça nesta sexta-feira (30), em Campo Grande, a prisão preventiva dos quatro presos na deflagração da terceira fase da Operação Deep Caught, que cumpriu mandados nos bairros Seminário, Vila Vilas Boas, Lar do Trabalhador e Bom Jardim. Os quatro passaram por audiência de custódia nesta sexta (30) e mesmo alguns deles já […]

Thatiana Melo Publicado em 30/10/2020, às 10h56 - Atualizado às 11h19

(Henrique Arakaki, Midiamax)
(Henrique Arakaki, Midiamax) - (Henrique Arakaki, Midiamax)

Foi determinada pela Justiça nesta sexta-feira (30), em Campo Grande, a prisão preventiva dos quatro presos na deflagração da terceira fase da Operação Deep Caught, que cumpriu mandados nos bairros Seminário, Vila Vilas Boas, Lar do Trabalhador e Bom Jardim.

Os quatro passaram por audiência de custódia nesta sexta (30) e mesmo alguns deles já com pedido de liberdade impetrado pelas defesas tiveram o indeferimento pelo magistrado, que presidiu a audiência. Foram apreendidos cerca de 202 gigas, que seria quase que 75 mil fotos com conteúdos pornográficos com crianças e adolescentes.

Durante os depoimentos eles disseram que sabiam que era crime. Um dos presos, um advogado que é cabo da Polícia Militar e estava licenciado, disse em depoimento que passou a baixar os vídeos e foros com crianças e adolescentes para sua tese de TCC, para a conclusão de seu trabalho de pós-graduação. Ele disse que não apresentou o trabalho, mas passou a fazer a pesquisa para saber como esse material era disponibilizado na rede.

O auxiliar contábil preso no Jardim Seminário, contou que é viciado em pornografia infantil e que passu a acessar há 3 meses e por causa da pandemia do coronavírus não conseguiu parar. Ele disse que sempre assistia à noite quando todos dormiam na residência. O empresário, morador do bairro Vila Vilas Boas, disse em depoimento que começou a assistir vídeos pornográficos quando tinha 17 anos e que seria viciado em vídeos com crianças e adolescentes. Na casa dele foi encontrado um revólver calibre .38, que segundo ele era de seu pai que morreu em 2000, mas ele não rinha regularizado o armamento.

Já na casa do 2º sargento da cavalaria do Exército foram encontrados 15 vídeos com pornografia infantil. Ele disse que sabia que estava cometendo um crime, mas que ‘tomou gosto pela coisa’. Todos os presos passam por audiência de custódia nesta sexta-feira (30).

Outras fases

Em agosto deste ano foi deflagrada a segunda fase da Deep Caught, em Campo Grande, contra a pedofilia infantil. Sete mandados foram cumpridos em várias cidades do Estado, na época. A operação era contra os acusados de exploração e abuso sexual contra crianças e adolescentes praticados por meio da internet. Na primeira fase em maio deste ano, foram cumpridos mandados em 4 cidades do Estado, Campo Grande, Jardim, Cassilândia e Bonito.

Jornal Midiamax