Polícia

Justiça determina prisão de Zezinho, pistoleiro acusado da morte do delegado Paulo Magalhães

Desaparecido desde a deflagração da primeira fase da Operação Omertà em setembro de 2018, o ex-guarda municipal José Moreira Freires, conhecido como Zezinho, teve sua prisão determinada pela Justiça pelo assassinato do delegado Paulo Magalhães, que aconteceu em junho de 2013. O juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, determinou […]

Thatiana Melo Publicado em 17/11/2020, às 11h46 - Atualizado às 11h53

José Moreira Freires, durante julgamento da morte de Paulo Magalhães. (Arquivo Midiamax)
José Moreira Freires, durante julgamento da morte de Paulo Magalhães. (Arquivo Midiamax) - José Moreira Freires, durante julgamento da morte de Paulo Magalhães. (Arquivo Midiamax)

Desaparecido desde a deflagração da primeira fase da Operação Omertà em setembro de 2018, o ex-guarda municipal José Moreira Freires, conhecido como Zezinho, teve sua prisão determinada pela Justiça pelo assassinato do delegado Paulo Magalhães, que aconteceu em junho de 2013.

O juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, determinou que Zezinho deverá iniciar o cumprimento da pena de 15 anos de prisão em regime fechado. Ele foi condenado pelo júri popular a 18 anos, mas a sentença foi reduzida pelo TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul).

Em seu julgamento no dia 15 de agosto de 2018, Freires disse que fugiu com medo de ser ‘eliminado’ pela polícia como queima de arquivo. Além disso, Zezinho disse aos jurados que não sabia que a vítima era delegado aposentado e que achava que se tratava de um advogado.

Após a sentença, Zezinho passou a usar tornozeleira eletrônica, sendo que durante o monitoramento, ele teria planejado a execução do capitão da Polícia Militar, Paulo Roberto Teixeira Xavier. O sistema teria mostrado que o ex-guarda municipal teria passado várias vezes na frente da casa do policial, mas o filho de Paulo Xavier acabou sendo executado com tiros de fuzil por engano, quando tirava o carro do pai da garagem da casa da família.

Em abril foi reaberto o inquérito sobre o assassinato de Paulo Magalhães. No dia 14 de abril, foi encaminhado para a 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande o pedido de desarquivamento do processo sobre a execução do delegado Paulo Magalhães. Com isso, no dia 15 o pedido foi acatado pelo juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida, então em substituição na 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande. Este foi um dos casos reabertos após a Operação Omertà, que resultou em novas provas e suspeitas sobre crimes de execução. Tais crimes teriam ocorrido principalmente entre os anos de 2018 e 2019.

Assassinato do delegado

O delegado Paulo Magalhães foi executado na frente da escola da filha em junho de 2013. Assim, os pistoleiros monitoraram o delegado desde a casa dele até a escola da filha, na Rua Alagoas, e lá decidiram fazer a execução. Além disso, foi apurado que o monitoramento teria iniciado às 7 horas e o crime aconteceu às 17 horas.

Naquele dia, o delegado aposentado estava em seu veículo, uma Land Rover, quando foi executado a tiros de pistola dados por Zézinho, Ele estava na garupa de uma moto, pilotada por Rafael Leonardo Santos. Enquanto isso, Antônio Benitez Cristaldo fazia escolta dos dois em um carro.

Depois que os mandados de busca e apreensão e prisão foram expedidos para o trio, Rafael foi encontrado morto. Partes do corpo foram jogados próximo ao lixão da Capital e ele ainda foi carbonizado e decapitado.

Ainda segundo a promotoria, Rafael seria o ‘elo mais fraco’ dos três e poderia contar quem seriam os mandantes do crime. Por isso, foi eliminado e o corpo só pode ser identificado através de exames de DNA.

Também foi levantada uma hipótese, extraoficial, de que o crime teria custado R$ 600 mil para que o delegado aposentado, que fazia denúncias em um site de notícias, fosse assassinado.

Jornal Midiamax