Foi decidido nesta quinta-feira (1º) pelo juiz de direito e substituto legal, Mário José Esbalqueiro Júnior, que os policiais civis Vladenilson Daniel Olmedo, conhecido como Vlad, e Márcio Cavalcanti da Silva presos desde setembro de 2019, quando da deflagração da Operação Omertà devam ocupar uma cela especial da , em Campo Grande.

Na mesma decisão, o juiz ainda afirma que o empresário Jamil Name e seu filho devam continuar custodiados na Penitenciária Federal de Mossoró. Na decisão é argumentado a atuação violenta e estruturada do grupo. Ainda é lembrado, que agentes penais interceptaram anotações entre pai e filho, presos no local, de atentados contra autoridades estaduais, além de ameaças a testemunhas.

O juiz ainda pondera, ‘estamos diante de um caso grave e complexo’. Em relação a inclusão dos Names no sistema federal foi baseada na “falta de estrutura local, com provocação das forças policiais e do MPE, somando-se ao relatório de inteligência sobre a trama para a manutenção da prática de crimes”.

Desde a sua inclusão no sistema penitenciário federal, a defesa de Vlad tenta trazer de volta o policial para Campo Grande, afirmando que ele é policial aposentado, o que lhe garante prisão especial em unidade própria, sendo que a prisão em unidade especial se dá pelo fato da profissão do policial que ao longo do tempo colecionou uma série de inimizades e desafetos sofrendo ameaças, inclusive, de membros de organizações criminosas que possuem forte atuação dentro e fora do sistema prisional.

A defesa de Name também tenta reiteradamente trazer de volta para a Capital, o empresário. Jamil teve sua prisão preventiva decretada pelo juiz da 7ª Vara Criminal de de Campo Grande, em meio à Operação Omertà. A pedido do (Ministério Público Federal), foi transferido em outubro de 2019 para para um presídio estadual e, dias depois, para o Regime Disciplinar Diferenciado do Presídio Federal de Mossoró.

Primeira fase da Omertà

O Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros) e o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), com apoio dos Batalhões de Choque e o Bope (Batalhão de Operações Especiais) da Polícia Militar, cumpriram mandados de prisão preventiva, prisão temporária e 21 mandados de busca e apreensão, nas cidades de Campo Grande e .

A ação levou a prisão de policiais civis, guardas municipais, policial federal e até militar do Exército, suspeitos de integrarem uma voltada à prática dos crimes de milícia armada, porte ilegal de armas de fogo de uso restrito, homicídio, corrupção ativa e passiva, entre outros crimes.

As investigações do Gaeco tiveram início em abril deste ano, com o objetivo de apoiar as investigações dos homicídios de Ilson Martins Figueiredo, Orlando da Silva Fernandes e Matheus Coutinho Xavier, conduzidas pelo Garras.

Saiba Mais