Polícia

‘Ainda não acredito que é ele quem está lá’, lamenta mãe de menino morto no Rio Anhanduí

Ainda sem acreditar que o corpo do filho foi encontrado no Rio Anhanduí na manhã desta terça-feira (8), a mãe de 38 anos relembrou como a família era unida. Caçula das 6 crianças, ele desapareceu na última sexta-feira (4) após ser surpreendido por uma ‘cabeça d’água’ enquanto pescava com os irmãos. Ao Jornal Midiamax, a […]

Renata Portela Publicado em 08/12/2020, às 11h05 - Atualizado em 09/12/2020, às 08h32

Mãe relata dor da perda após corpo de menino ser encontrado (Foto: Marcos Ermínio, Midiamax)
Mãe relata dor da perda após corpo de menino ser encontrado (Foto: Marcos Ermínio, Midiamax) - Mãe relata dor da perda após corpo de menino ser encontrado (Foto: Marcos Ermínio, Midiamax)

Ainda sem acreditar que o corpo do filho foi encontrado no Rio Anhanduí na manhã desta terça-feira (8), a mãe de 38 anos relembrou como a família era unida. Caçula das 6 crianças, ele desapareceu na última sexta-feira (4) após ser surpreendido por uma ‘cabeça d’água’ enquanto pescava com os irmãos.

Ao Jornal Midiamax, a mãe relembrou que essa era a primeira vez que o caçula visitava a casa do tio, nas proximidades do córrego. “Ele era um menino muito inteligente e tinha mais 5 irmãos”, contou. Ao todo, eram 5 meninos e uma menina. “Eram muito unidos”, lembrou a mãe.

“Agora fica a ausência, ainda não acredito que é ele que está lá”, disse emocionada. A mãe permaneceu na casa e não foi até a propriedade onde a criança foi encontrada. O quinto dia de buscas encerrou logo nas primeiras horas, após o corpo do menino ser localizado aos fundos de uma chácara.

Aproximadamente 4 quilômetros separam o ponto de onde a criança desapareceu até onde foi localizada, em uma curva.

Condições e buscas

Nesta terça-feira familiares montaram uma força-tarefa para ajudarem nas buscas. Os bombeiros militares atuaram com caiaques, mergulhadores, com cães bombeiros e também com auxílio de um drone. Como as condições climáticas melhoraram, foi possível utilizar mais artifícios nas buscas.

Logo no início da manhã as equipes começaram a descer o rio e por volta das 8h40 localizaram o corpo, que estava flutuando em uma curva. A princípio, segundo os bombeiros o menino pode ter ficado submerso desde o primeiro dia do desaparecimento, flutuando apenas por conta das condições de decomposição do corpo.

Desaparecimento

Na última sexta-feira (4), a família foi até a casa do tio, na região do Parque do Lageado, para uma visita. Com os irmãos de 12, 13 e 15 anos, o caçula de 8 anos desceu até o córrego para pescar, quando aconteceu a chegada de uma ‘cabeça d’água’.

O fenômeno ocorre quando há chuvas no curso do rio, na região do córrego, que provocam o aumento rápido e repentino do nível da água. Pouco antes das 18 horas de sexta-feira, os bombeiros foram chamados por conta do desaparecimento de pessoas no córrego.

Os dois meninos de 12 e 13 anos conseguiram sair e pediram ajuda ao tio, que foi até o rio. Desesperado, ele entrou nas águas em busca das crianças. No entanto, testemunhas informaram para os bombeiros que viram o tio e um dos sobrinhos saindo do córrego pela margem.

A princípio a informação era de que o homem, de 36 anos, e os sobrinhos de 8 e 15 anos foram arrastados para dentro do córrego e desapareceram. Horas depois, o tio e o sobrinho mais velho foram encontrados na Avenida Gunter Hans.

Jornal Midiamax