Polícia

‘Ferida que não cicatriza’: Família contesta versão de mulher que matou chargista

Nesta terça-feira (01), familiares e amigos do chargista Marco Antônio Rosa Borges, de 54 anos, morto de forma cruel pela mulher com que se relacionava, deram o último adeus. Velório e sepultamento foram realizados no cemitério Jardim das Palmeiras, em Campo Grande. Na ocasião, parentes contestaram a versão da massagista Clarice Silvestre de Azevedo, 44 […]

Renan Nucci Publicado em 01/12/2020, às 16h04 - Atualizado em 02/12/2020, às 09h10

Nora mostra camiseta feita em homenagem ao chargista. Foto: Danielle Errobidarte
Nora mostra camiseta feita em homenagem ao chargista. Foto: Danielle Errobidarte - Nora mostra camiseta feita em homenagem ao chargista. Foto: Danielle Errobidarte

Nesta terça-feira (01), familiares e amigos do chargista Marco Antônio Rosa Borges, de 54 anos, morto de forma cruel pela mulher com que se relacionava, deram o último adeus. Velório e sepultamento foram realizados no cemitério Jardim das Palmeiras, em Campo Grande. Na ocasião, parentes contestaram a versão da massagista Clarice Silvestre de Azevedo, 44 anos, presa pelo homicídio, de que ela teria reagido após ter sido agredida pelo homem.

A jornalista Camila Farias, nora de Marco Antônio, falou em nome da família e disse que todos estão bastante fragilizados com o ocorrido e, até por este motivo, decidiram preservar os pais dele, que são idosos com mais de 80 anos e não foram informados sobre detalhes das circunstâncias da morte. “É uma ferida que nunca vai se fechar”, disse. Camila pontuou Marco Antônio era uma pessoa tranquila e nunca brigou nem com os filhos nem com outras mulheres com quem se relacionou anteriormente.

“Você podia brigar com ele, que ele virava as costas e ia embora, sem nem mesmo erguer o tom da voz”, alegou ela, contestando a versão da autora, de que teria sido agredida. A nora relatou ainda que o marido dela foi quem ajudou a chegar à massagista, após entra pelo Facebook do pai. O rapaz tinha a senha de acesso do pai e logo após ele desaparecer, vasculhou a página e encontrou troca de mensagens com Clarice. A iniciativa dele foi importante para auxiliar no trabalho policial.

Além disso, ninguém sabia que ele se relacionava com Clarice, tanto que o envolvimento só foi descoberto quando o sumiço veio à tona. Camila lamentou também a falta que Marco Antônio faz, já que era um dos pilares da família. Ele iniciou carreira como publicitário e era reconhecido pelo trabalho como chargista. Os primeiros rabiscos deu no quintal da casa dos pais. 

Crime

Marco Antônio foi visto pela última vez no dia 21 de novembro, um sábado, quando saiu de casa. Ele foi se encontrar com a massagista em na casa em que ela morava e atendia na região do bairro Monte Castelo. A investigada alegou à Polícia Civil que se relacionava com Marco Antônio há meses, mas que ele nunca a assumia. Na noite de sexta-feira, ela teria visto uma foto dele com outra mulher em local público, fato que a deixou incomodada. 

No sábado pela manhã, quando o homem foi visto pela última vez, ele foi até a casa dela para uma sessão de massagem, como fazia costumeiramente. No entanto, após o procedimento, ele foi ao piso superior tomar banho. Clarice então foi atrás e o abordou, tirando satisfações a respeito da foto que ele havia publicado. Houve discussão, oportunidade em que a mulher o empurrou, fazendo com que ele caísse da escada. 

Em seguida, ela o esfaqueou e, com ajuda do filho, esquartejou o corpo que foi colocado em três malas e posteriormente carbonizado. A mulher teria alegado que Marco Antônio era ciumento e já havia discutido com ela por causa das massagens sensuais que ela fazia. Ela está presa e o filho dela, de 21 anos, que ajudou a esquartejar e a queimar o corpo, responde em liberdade. O corpo foi encontrado no dia 24, no Jardim Corcovado, região do Tarumã.

Jornal Midiamax