Polícia

Ex-cunhado que matou agrônomo a tiros após ameaças ganha liberdade condicional

Na última semana, foi posto em liberdade o veterinário, de 25 anos, acusado da morte do ex-cunhado, o agrônomo Erick Wagner Batista Inserra, de 41 anos. O crime aconteceu no dia 2 de dezembro, na casa da vítima no Monte Castelo, quando o veterinário foi buscar o sobrinho que tinha passado o dia com o […]

Renata Portela Publicado em 16/12/2020, às 10h35

Arma foi encontrada junto a munições. (Foto: Ilustrativa)
Arma foi encontrada junto a munições. (Foto: Ilustrativa) - Arma foi encontrada junto a munições. (Foto: Ilustrativa)

Na última semana, foi posto em liberdade o veterinário, de 25 anos, acusado da morte do ex-cunhado, o agrônomo Erick Wagner Batista Inserra, de 41 anos. O crime aconteceu no dia 2 de dezembro, na casa da vítima no Monte Castelo, quando o veterinário foi buscar o sobrinho que tinha passado o dia com o pai.

O pedido da defesa foi pela revogação da prisão, com aplicação de medidas alternativas. Na decisão, o juiz Aluizio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, pontua que o acusado confessou o crime, que teria ocorrido durante uma discussão. No entanto, afirma que os motivos para converter a prisão em flagrante em preventiva, agora “não mais se mostram cristalinos ao ponto de manter seu cárcere”.

Para isso, o magistrado pontuou na decisão que o acusado é réu primário, tem endereço fixo e ocupação lícita. Além disso, permaneceu no local do crime até a chegada da polícia, além de prontamente entregar a arma utilizada. Para o juiz, tal postura deve ser levada em consideração.

Também foi levada em consideração a situação de violência doméstica em que a irmã do acusado vivia com Erick Wagner, retratando o histórico entre os dois. Com tudo isso, a prisão preventiva foi substituída pelas medidas cautelares. São elas o comparecimento mensal em juízo e o recolhimento domiciliar, das 19h às 6h, e nos dias de folga, saindo apenas para o trabalho.

O alvará foi expedido ainda no dia 11 e cumprido na tarde de sábado (12).

Briga e homicídio

Segundo depoimento do rapaz, Erick foi casado com a irmã dele e se separaram há aproximadamente um ano. Ainda conforme o veterinário, o ex-cunhado já tinha agredido a irmã dele, que solicitou medida protetiva contra o ex. Mesmo assim, com guarda compartilhada o filho do casal passava dias com o pai.

Após a separação, Erick teria feito ameaças pelo WhatsApp e por ligações para o veterinário, que alegou não aguentar mais as brigas com a família. De acordo com ele, nem mesmo o filho queria mais ficar na casa de Erick. Na tarde de quarta-feira, quando foi buscar o sobrinho, houve o desentendimento.

Conforme o rapaz, o menino saiu da casa e depois lembrou do videogame, quando entrou novamente para desinstalar o aparelho. Neste momento Erick teria dito “O que você está olhando, vou te pegar ainda” e xingou o veterinário. “O sangue subiu”, disse o rapaz durante o depoimento.

Após a suposta ameaça, ele voltou para casa, buscou a arma de fogo e mostrou para Erick, quando começou a atirar. “Estava muito nervoso e fiquei cego”, disse. Erick foi atingido pelos disparos e mesmo após cair no chão, recebeu mais um tiro disparado pelo ex-cunhado. Ainda segundo o rapaz, ele mesmo chamou a polícia e aguardou a chegada, mas jogou as cápsulas deflagradas fora.

Jornal Midiamax