Polícia

Em estado grave, acusado de matar idosa e incendiar casa segue na Santa Casa

Segue em estado grave na Santa Casa de Campo Grande o homem de 76 anos, acusado da morte de Dulci da Silva Martinelle, 80 anos, crime ocorrido na madrugada do dia 30 de novembro. Mesmo internado, ele está preso preventivamente sob escolta policial na unidade hospitalar. Conforme a delegada Maíra Pacheco informou durante coletiva nesta […]

Renata Portela Publicado em 11/12/2020, às 10h29 - Atualizado às 10h46

Após matar a esposa, o autor ateou fogo na casa (Arquivo)
Após matar a esposa, o autor ateou fogo na casa (Arquivo) - Após matar a esposa, o autor ateou fogo na casa (Arquivo)

Segue em estado grave na Santa Casa de Campo Grande o homem de 76 anos, acusado da morte de Dulci da Silva Martinelle, 80 anos, crime ocorrido na madrugada do dia 30 de novembro. Mesmo internado, ele está preso preventivamente sob escolta policial na unidade hospitalar.

Conforme a delegada Maíra Pacheco informou durante coletiva nesta sexta-feira (11), o acusado ainda não foi ouvido, por estar internado em estado grave. Assim que apresentar melhora, ele deve prestar depoimento sobre o feminicídio e incêndio qualificado.

Em estado grave, acusado de matar idosa e incendiar casa segue na Santa Casa
Delegadas Maíra e Anne, da Deam (Foto: Henrique Arakaki, Midiamax)

Também segundo a delegada, vizinhos e familiares da vítima foram ouvidos sobre o caso. As testemunhas revelaram que Dulci era vítima de violência doméstica e psicológica. Isso porque o atual companheiro era muito ciumento e possessivo com a idosa. Conforme a delegada Maíra, ele saía da casa e deixava a vítima trancada, colocando cadeados no portão.

Antes de cometer o crime, ele não deixava que a vítima tivesse contato com outras pessoas. A polícia acredita que o crime tenha sido premeditado, já que o idoso retirou todos os móveis da casa antes do feminicídio. Naquele dia, o idoso ateou fogo na casa, com intenção de também tirar a própria vida. A vítima teria morrido asfixiada, trancada em um quarto. Em estado grave, ele acabou socorrido e levado ao hospital, onde segue internado e preso.

Relato do filho da vítima

José Paulo Martinelle, de 39 anos, é um dos nove filhos de Dulci, que ainda tinha 10 netos e uma bisneta. Ele disse ao Midiamax que o idoso sempre maltratava a mulher, que vivia trancada na casa. O mecânico ainda contou que teria ficado cerca de 3 anos sem falar com a mãe por que o padrasto a isolava de todos. O filho, que não aceitava o relacionamento da mãe, já teria tentado levá-la.

“Fizemos de tudo para ela largar dele”, disse José. Ele anda contou há aproximadamente um mês teria se despedido da mãe dizendo que não iria encontrá-la mais, já que temia que este tipo de coisa pudesse acontecer. Uma vizinha, que não quis se identificar, contou que antes de incendiar a casa, o homem teria avisado aos vizinhos que estava doando os móveis da residência e que iria passar seis meses em São Gabriel do Oeste. Ainda teria dito que Dulci já estava em São Gabriel.

Segundo a vizinha fazia dois dias que a idosa não era vista, mas como, o homem sempre a trancava em casa para não ter contato com ninguém teria sido ‘normal’ esse desaparecimento da idosa. “Ela era muito boa, já ele era carrancudo e autoritário”, falou.

Os vizinhos ainda contaram não terem ouvido barulhos ou pedidos de socorro e acreditam, que ela possa ter sido dopada. A idosa foi retirada da casa já sem vida pelos vizinhos, que encontraram o corpo no quarto que estava trancado. “Uma hora isso iria acontecer”, disse a vizinha. Já o homem foi encontrado nos fundos da casa com uma mangueira de botijão de gás e um fósforo.

Jornal Midiamax