Polícia

‘Acho que não vou mais te ver’, teria alertado filho a idosa que foi morta queimada pelo marido

Sem acreditar no que aconteceu com sua mãe, a idosa de 80 anos Dulci da Silva Martinelle de 80 anos, que morreu durante a madrugada desta segunda-feira (30) no bairro Tarcila do Amaral, em Campo Grande, queimada, é que o mecânico José Paulo Martinelle de 39 anos foi até a casa incendiada pelo marido da […]

Thatiana Melo Publicado em 30/11/2020, às 11h20 - Atualizado às 23h07

(Henrique Arakaki, Midiamax)
(Henrique Arakaki, Midiamax) - (Henrique Arakaki, Midiamax)

Sem acreditar no que aconteceu com sua mãe, a idosa de 80 anos Dulci da Silva Martinelle de 80 anos, que morreu durante a madrugada desta segunda-feira (30) no bairro Tarcila do Amaral, em Campo Grande, queimada, é que o mecânico José Paulo Martinelle de 39 anos foi até a casa incendiada pelo marido da vítima. “ Fizemos de tudo para ela largar dele”, disse o mecânico.

José é um dos nove filhos de Dulci, que ainda tem 10 netos e uma bisneta. Ele disse que o autor sempre maltratava a sua mãe, que vivia trancada em casa por ele. O mecânico ainda contou que teria ficado cerca de 3 anos em falar com a mãe por que o padrasto a isolava de todos e não a deixava falar com ninguém. O filho que não aceitava o relacionamento da mãe já teria tentado levá-la, mas ela teria preferido focar com o autor.

“Fizemos de tudo para ela largar dele”, disse José. Ele anda contou que cerca de um mês teria se despedido da mãe dizendo que não iria encontra-la mais, já que temia que este tipo de coisa pudesse acontecer.

Uma vizinha, que não quis se identificar, contou ao Jornal Midiamax que antes de incendiar a casa, o homem teria avisado aos vizinhos que estava doando os móveis da residência e que iria passar seis meses em São Gabriel do Oeste. Ainda teria dito que Dulci já estava em São Gabriel.

Segundo a vizinha fazia dois dias que a idosa não era vista, mas como, o homem sempre a trancava em casa para não ter contato com ninguém teria sido ‘normal’ esse desaparecimento da idosa. “Ela era muito boa, já ele era carrancudo e autoritário”, falou.

Os vizinhos ainda contaram não terem ouvido barulhos ou pedidos de socorro e acreditam, que ela possa ter sido dopada. A idosa foi retirada da casa já sem vida pelos vizinhos, que encontraram o corpo no quarto que estava trancado. “Uma hora isso iria acontecer”, disse a vizinha. Já o homem foi encontrado nos fundos da casa com uma mangueira de botijão de gás e um fósforo. Ele foi internado na Santa Casa depois de inalar fumaça.

O incêndio

O fogo começou por volta da 1h45 da madrugada desta segunda (30), quando o homem incendiou a edícula onde moravam. Vizinhos que viram o incêndio acionaram o Corpo de Bombeiros e tentaram ajudar a idosa, que foi encontrada no quarto próximo ao guarda-roupa já sem vida.

Informações são de que ela teria inalado muita fumaça sendo encontrada por populares que entraram na casa para fazer o resgate. Ela tinha várias queimaduras pelo corpo e no rosto. Foi tentada a reanimação, mas Dulci já estava morta. O marido da vítima acabou inalando fumaça e foi levado para a Santa Casa de Campo Grande, onde está internado sob escolta policial.

Jornal Midiamax