Polícia

Defesa tenta liberdade para tenente da PM que matou professora em acidente na Gury Marques

A defesa do 2º tenente da Polícia Militar Alexander Nantes Stein, 32 anos, que provocou o acidente que matou a professora Suellen Vilela Brasil, 32, no dia 30 de maio em Campo Grande, na Avenida Gury Marques entrou com pedido de revogação da prisão preventiva do militar, na última segunda-feira (1º). Os advogados do tenente […]

Thatiana Melo Publicado em 03/06/2020, às 08h37 - Atualizado às 12h33

Tenente se recusou a fazer teste do bafômetro (Fala Povo, Midiamax)
Tenente se recusou a fazer teste do bafômetro (Fala Povo, Midiamax) - Tenente se recusou a fazer teste do bafômetro (Fala Povo, Midiamax)

A defesa do 2º tenente da Polícia Militar Alexander Nantes Stein, 32 anos, que provocou o acidente que matou a professora Suellen Vilela Brasil, 32, no dia 30 de maio em Campo Grande, na Avenida Gury Marques entrou com pedido de revogação da prisão preventiva do militar, na última segunda-feira (1º).

Os advogados do tenente entraram com habeas corpus na tentativa de revogar a prisão preventiva do militar alegando que ele não oferece riscos a ordem pública e nem a instrução do processo. Ainda de acordo com as alegações da defesa, Alexander está respondendo por um crime culposo, e com prisão preventiva, que em regra, deve ser decretada em crimes dolosos.

Ainda não saiu a decisão sobre o pedido de habeas corpus, mas no Diário Oficial desta quarta-feira (3) foi assinada a sua dispensa pela função de confiança sobre o comando do pelotão da Polícia Militar em Ribas do Rio Pardo. O tenente segue preso no Presídio Militar de Campo Grande desde o dia do acidente. Ele deverá responder por um procedimento administrativo disciplinar para apurar a conduta do tenente.

Em 2012, o tenente que na época era soldado efetuou um tiro acidental que resultou na morte do estudante de direito e comerciante Juan Barros Barbosa de 24 anos. Ele foi ouvido e liberado após depoimento respondendo por homicídio culposo, não sendo expulso da corporação.

Juan foi atingido por um tiro na barriga durante uma festa que acontecia em uma casa na Rua Bom Sucesso, no bairro Marcos Roberto por volta das 00h45 do dia 24 de maio de 2012. Ele morreu às 15h45 do mesmo dia na Santa Casa de Campo Grande.

Morte da professora

O acidente que matou a professora Suellen Vilela Brasil, aconteceu na Avenida Gury Marques, região do bairro Cidade Morena, na noite de sábado (30). O policial estaria embriagado e foi autuado em flagrante por homicídio culposo.

A professora Suellen seguia em um veículo Renault Clio, sentido Avenida Guaicurus, quando em frente a uma empresa de transportes, reduziu a velocidade, momento em que o veículo que dirigia, foi atingido na traseira pelo Gol dirigido pelo policial. Com o impacto, o automóvel de Suellen foi lançado à direita e atingiu uma árvore.

Ela não resistiu e morreu no local. O Gol, por sua vez, saiu pela esquerda, atravessou o canteiro central e parou na outra faixa de rolamento. Alexander estava com sinais de embriaguez, admitiu ter ingerido bebidas alcoólicas, mas se recusou a fazer o teste do bafômetro.

Ele afirmou que estava saindo do Bairro Moreninhas e, logo adiante, se deparou com a vítima reduzindo a velocidade. Ele não conseguiu frear a tempo e bateu no Clio de Suellen. Diante dos fatos, foi preso e encaminhado à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) das Moreninhas, pois reclamava de dores pelo corpo.

Jornal Midiamax