Polícia

Com medo, moradores mantêm silêncio sobre assassinato de Carolina no Aero Rancho

Moradores do bairro Aero Rancho, em Campo Grande, mantêm o silêncio sobre o assassinato de Carolina Leandro Solto de 23 anos, que foi morta com quatro tiros por outra mulher que está foragida e é procurada pela polícia. O delegado que cuida do caso começa a ouvir testemunhas nesta terça-feira (1º) sobre o crime. Uma […]

Thatiana Melo Publicado em 01/09/2020, às 09h57

(Henrique Arakaki, Midiamax)
(Henrique Arakaki, Midiamax) - (Henrique Arakaki, Midiamax)

Moradores do bairro Aero Rancho, em Campo Grande, mantêm o silêncio sobre o assassinato de Carolina Leandro Solto de 23 anos, que foi morta com quatro tiros por outra mulher que está foragida e é procurada pela polícia. O delegado que cuida do caso começa a ouvir testemunhas nesta terça-feira (1º) sobre o crime.

Uma moradora do bairro que não quis se identificar disse ao Jornal Midiamax, que ouviu barulhos de sirenes de ambulância, o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), viaturas policiais, mas que ficou sabendo do crime pela imprensa. Os donos deum comércio na região também falara que não viram o momento do assassinato.

Eles disseram desconhecer este suposto ‘pivô’ da briga das mulheres que terminou na morte de Carolina. Com medo, vários moradores não quiseram comentar o caso.

Carolina foi assassinada na tarde de segunda-feira (31), em frente a um campinho de futebol quando estava na companhia de amigos. A autora do crime já teria sido identificada pela polícia, mas está foragida e buscas por ela são feitas por equipes do GOI.

Três dias antes de ser assassinada, Carolina fez uma postagem em sua página do Facebook lamentando a morte de  de ‘G7’, membro da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) alvo da operação do Gaeco, na última sexta-feira (28).

Em sua postagem ela diz, “Logo você em neguinho, puts Cleitinho como te chamava”. Cleyton dos Santos Medeiros de 30 anos, conhecido como ‘Doido’, membro da facção criminosa PCC  foi morto a tiros em um confronto com policiais do Bope durante a deflagração da Operação Regresso.

A morte de Carolina

Carolina estava sentada em um banco na frente da casa onde vivia com amigos, perto de um campo de futebol, quando a autora chegou ao local. Elas discutiram, oportunidade em que a mulher foi embora, mas voltou armada logo em seguida e atirou, acertando a vítima no rosto próximo ao rosto, no abdômen e na perna. Em seguida, ela fugiu. A vítima chegou a ser socorrida pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), mas morreu dentro da viatura, a caminho do pronto-socorro.

Jornal Midiamax