Polícia

Cafetina acusada de matar ex-superintendente em motel é condenada a 17 anos de prisão

No início da tarde desta sexta-feira (13), foi divulgado resultado do julgamento de Fernanda Aparecida da Silva Sylvério, acusada do homicídio de Daniel Nantes Abuchaim. Por maioria dos votos, a ré foi condenada a 17 anos de prisão por homicídio qualificado pela dissimulação. Conforme a sentença inserida nos autos do processo às 14h11 desta sexta-feira, […]

Renata Portela Publicado em 13/11/2020, às 14h34 - Atualizado às 18h09

Fernanda foi a júri popular nesta sexta (Foto: Henrique Arakaki, Midiamax)
Fernanda foi a júri popular nesta sexta (Foto: Henrique Arakaki, Midiamax) - Fernanda foi a júri popular nesta sexta (Foto: Henrique Arakaki, Midiamax)

No início da tarde desta sexta-feira (13), foi divulgado resultado do julgamento de Fernanda Aparecida da Silva Sylvério, acusada do homicídio de Daniel Nantes Abuchaim. Por maioria dos votos, a ré foi condenada a 17 anos de prisão por homicídio qualificado pela dissimulação.

Conforme a sentença inserida nos autos do processo às 14h11 desta sexta-feira, Fernanda foi pronunciada pelo homicídio ocorrido em 19 de novembro de 2018, em um motel de Campo Grande. Naquele dia, entre as 12h14 e 12h40 a ré teria assassinado o ex-superintendente da Sefaz (Secretaria de Fazenda) Daniel Nantes.

A princípio foi dito que Fernanda teria agido por motivo torpe, porque se vingou da vítima que teria assediado a namorada dela na época. Além disso, teria utilizado de dissimulação, pois atraiu Daniel ao local do crime, o convidando para manter relação sexual.

Julgamento

O promotor de Justiça Bolívar Luís da Costa Vieira requereu que Fernanda fosse condenada por homicídio qualificado pelo recurso que dificultou a defesa da vítima. Com isso, postulou a exclusão da qualificadora de motivo torpe, alegando que não tinha provas. Bem como os advogados de defesa sustentaram teses de absolvição, negando autoria e alegando insuficiência de provas.

No entanto, o conselho de sentença condenou Fernanda, por maioria de votos, por homicídio qualificado pela dissimulação, sendo a qualificadora do motivo torpe afastada. Assim, o juiz Aluízio Pereira dos Santos fixou a pena-base em 17 anos de reclusão. A ré deve permanecer presa até que consiga progressão do regime.

Jornal Midiamax