Polícia

Após reabertura de inquérito, três são indiciados por morte de delegado Paulo Magalhães

Menos de 5 meses após a reabertura, foi concluído o inquérito sobre a morte do delegado Paulo Magalhães e três pessoas foram indiciadas como mandantes. O crime aconteceu em 2013 e José Moreira Freires, o Zézinho, chegou a ser condenado pelo homicídio, já que teria sido o pistoleiro contratado para executar o crime. As novas […]

Renata Portela Publicado em 08/09/2020, às 13h50 - Atualizado às 17h32

Três foram apontados como mandantes do crime (Arquivo, Midiamax)
Três foram apontados como mandantes do crime (Arquivo, Midiamax) - Três foram apontados como mandantes do crime (Arquivo, Midiamax)

Menos de 5 meses após a reabertura, foi concluído o inquérito sobre a morte do delegado Paulo Magalhães e três pessoas foram indiciadas como mandantes. O crime aconteceu em 2013 e José Moreira Freires, o Zézinho, chegou a ser condenado pelo homicídio, já que teria sido o pistoleiro contratado para executar o crime.

As novas investigações após a reabertura do inquérito em 15 de abril levaram à autoria do crime. Assim, foram indiciados pelo homicídio Jamil Name, Jamil Name Filho e Jerson Domingos, familiares que também são réus em outros processos da Omertà.

Reabertura do inquérito

No dia 14 de abril, foi encaminhado para a 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande o pedido de desarquivamento do processo sobre a execução do delegado Paulo Magalhães. Conforme apurado pelo Jornal Midiamax na época, foi feito pedido pela força-tarefa, que envolve forças da Polícia Civil e Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).

Com isso, no dia 15 o pedido foi acatado pelo juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida, então em substituição na 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande. Este foi um dos casos reabertos após a Operação Omertà, que resultou em novas provas e suspeitas sobre crimes de execução. Tais crimes teriam ocorrido principalmente entre os anos de 2018 e 2019.

Homicídio na porta da escola

O delegado Paulo Magalhães foi executado na frente da escola da filha em junho de 2013. Assim, os pistoleiros monitoraram o delegado desde a casa dele até a escola da filha, na Rua Alagoas, e lá decidiram fazer a execução. Além disso, foi apurado que o monitoramento teria iniciado às 7 horas e o crime aconteceu às 17 horas.

Após reabertura de inquérito, três são indiciados por morte de delegado Paulo Magalhães
Delegado foi morto a tiros na porta da escola do filho (Arquivo, Midiamax)

Naquele dia, o delegado aposentado estava em seu veículo, uma Land Rover, quando foi executado a tiros de pistola dados por Zézinho, Ele estava na garupa de uma moto, pilotada por Rafael Leonardo Santos. Enquanto isso, Antônio Benitez Cristaldo fazia escolta dos dois em um carro.

Depois que os mandados de busca e apreensão e prisão foram expedidos para o trio, Rafael foi encontrado morto. Partes do corpo foram jogados próximo ao lixão da Capital e ele ainda foi carbonizado e decapitado.

Ainda segundo a promotoria, Rafael seria o ‘elo mais fraco’ dos três e poderia contar quem seriam os mandantes do crime. Por isso, foi eliminado e o corpo só pode ser identificado através de exames de DNA.

Também foi levantada uma hipótese, extraoficial, de que o crime teria custado R$ 600 mil para que o delegado aposentado, que fazia denúncias em um site de notícias, fosse assassinado.

Depoimento

José Moreira disse no julgamento, em 15 de agosto de 2018, que fugiu com medo de ser ‘eliminado’ pela polícia como queima de arquivo. Além disso, Freires disse aos jurados que não sabia que a vítima era delegado aposentado e que achava que se tratava de um advogado.

Jornal Midiamax