Polícia

Três guardas municipais presos na Omertà são ouvidos no Gaeco

Na manhã desta quinta-feira (3), guardas civis municipais presos durante a Operação Omertà foram ouvidos na sede do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado). Eles prestaram depoimento e estavam acompanhados da assessoria jurídica do sindicato. Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, Rafael Carmo Peixoto Ribeiro, Eronaldo Vieira da Silva e Igor Cunha […]

Renata Portela Publicado em 03/10/2019, às 12h05 - Atualizado às 14h23

Guardas foram levados até o Gaeco (Foto: Minamar Junior, Midiamax)
Guardas foram levados até o Gaeco (Foto: Minamar Junior, Midiamax) - Guardas foram levados até o Gaeco (Foto: Minamar Junior, Midiamax)

Na manhã desta quinta-feira (3), guardas civis municipais presos durante a Operação Omertà foram ouvidos na sede do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado). Eles prestaram depoimento e estavam acompanhados da assessoria jurídica do sindicato.

Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, Rafael Carmo Peixoto Ribeiro, Eronaldo Vieira da Silva e Igor Cunha de Souza prestaram esclarecimentos sobre suposto envolvimento com a organização criminosa, alvo da operação que prendeu 20 pessoas na última sexta-feira (27).

Três guardas municipais presos na Omertà são ouvidos no Gaeco
Advogado de defesa (Foto: Minamar Junior, Midiamax)

O advogado Márcio Almeida informou à reportagem que os guardas faziam apenas serviços gerais para o empresário Jamil Name, sem relação direta com execuções que deram início às investigações. Ele reforçou que os guardas não atuavam como seguranças do empresário e que no dia da ação, Igor que foi detido na casa não portava qualquer arma de fogo.

Ainda conforme a defesa, Rafael trabalhava na casa há 6 meses, Eronaldo já atuava no local há 2 anos e meio e Igor tinha começado há pouco mais de 3 meses. O advogado pontuou que eles faziam serviços para Jamil Name como levar as crianças na escola ou no shopping, irem na farmácia buscar medicamentos, entre outros serviços gerais. Para isso, cada um recebia R$ 625 por semana.

A defesa entrará com pedido de revogação das prisões. Os três estão detidos em celas da Derf (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos) e o advogado ainda tentará impugnar um possível pedido de demissão por justa causa, uma vez que aponta que os guardas atuavam conforme a legalidade, já que podem ter serviço secundário, e não trabalhavam como seguranças.

Três guardas municipais presos na Omertà são ouvidos no Gaeco
(Foto: Minamar Junior, Midiamax)

Operação Omertà

O Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros) e o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), com apoio dos Batalhões de Choque e o Bope (Batalhão de Operações Especiais) da Polícia Militar, cumpriram mandados de prisão preventiva, prisão temporária e 21 mandados de busca e apreensão, nas cidades de Campo Grande e Bonito.

A ação levou a prisão de policiais civis, guardas municipais, policial federal e até militar do Exército, suspeitos de integrarem uma organização criminosa voltada à prática dos crimes de milícia armada, porte ilegal de armas de fogo de uso restrito, homicídio, corrupção ativa e passiva, entre outros crimes.

As investigações do Gaeco tiveram início em abril deste ano, com o objetivo de apoiar as investigações dos homicídios de Ilson Martins Figueiredo, Orlando da Silva Fernandes e Matheus Coutinho Xavier, conduzidas pelo Garras.

Jornal Midiamax