Polícia

Traficante se gabava de ter matado travesti para cobrar dívidas de droga

A Polícia Civil apresentou na tarde desta terça-feira Carlos Batista Lima, de 28 anos, traficante suspeito do assassinato da travesti identificada como Thaylla, ocorrido na madrugada do último dia 19, nas imediações do Terminal Bandeirantes. Conhecido por ser violento, ele se gabava do homicídio e usava o crime para intimidar outras travestis. Ele foi reconhecido […]

Renan Nucci Publicado em 28/05/2019, às 16h48 - Atualizado em 29/05/2019, às 12h46

Suspeito durante apresentação à imprensa. Foto: Leonardo de França
Suspeito durante apresentação à imprensa. Foto: Leonardo de França - Suspeito durante apresentação à imprensa. Foto: Leonardo de França

A Polícia Civil apresentou na tarde desta terça-feira Carlos Batista Lima, de 28 anos, traficante suspeito do assassinato da travesti identificada como Thaylla, ocorrido na madrugada do último dia 19, nas imediações do Terminal Bandeirantes. Conhecido por ser violento, ele se gabava do homicídio e usava o crime para intimidar outras travestis. Ele foi reconhecido por todas as testemunhas que prestaram depoimento.

Segundo o delegado Ricardo Meirelles Bernardinelli, responsável pelo inquérito na 5ª Delegacia de Polícia Civil, Thaylla foi morta porque devia ao traficante. Já condenado por dois roubos, o suspeito havia sido preso no final de semana pela Polícia Militar, por desobediência e desordem, depois de agredir outra travesti, também durante cobrança de drogas, coincidentemente no mesmo local em que matou Thaylla. “Ele deu um soco no rosto desta travesti”, explicou o delegado.

Ainda de acordo com o delegado, durante as investigações, a polícia descobriu que Carlos estava preso na 5ª DP e conseguiu identificá-lo como responsável. Testemunhas informaram, inclusive, que ele é encarregado do fornecimento de entorpecentes aos usuários das imediações do terminal e costuma ser agressivo quando há inadimplência. Em depoimento, ele negou os crimes e disse que estão tentando incriminá-lo.

Carlos responde por homicídio qualificado por motivo torpe, já que agiu para cobrar uma dívida de drogas, e por meio que dificultou a defesa da vítima, uma vez que agiu rapidamente atacando Thaylla com uma facada certeira no pescoço e outra no braço, no momento em que ela estava embriagada e sob efeito de entorpecentes. Apesar da prisão e do indiciamento, as investigações continuam.

Traficante se gabava de ter matado travesti para cobrar dívidas de droga
Delegado Ricardo Meirelles. Foto: Leonardo de França
Jornal Midiamax