Polícia

Preso morto no IPCG era simpatizante do CV e pode ter sido vítima da guerra entre facções

Foi identificado como Julian Kenedy Vilhalva da Silva o preso morto no início da tarde desta quarta-feira (25) de Natal no IPCG (Instituto Penal de Campo Grande). A suspeita é de que ele tenha sido alvo de um ataque do PCC (Primeiro Comando da Capital), por dever cerca de R$ 11 mil ao grupo e […]

Renan Nucci Publicado em 25/12/2019, às 16h56 - Atualizado em 26/12/2019, às 11h48

Caso ocorreu nesta quarta-feira, no IPCG. Foto: Divulgação
Caso ocorreu nesta quarta-feira, no IPCG. Foto: Divulgação - Caso ocorreu nesta quarta-feira, no IPCG. Foto: Divulgação

Foi identificado como Julian Kenedy Vilhalva da Silva o preso morto no início da tarde desta quarta-feira (25) de Natal no IPCG (Instituto Penal de Campo Grande). A suspeita é de que ele tenha sido alvo de um ataque do PCC (Primeiro Comando da Capital), por dever cerca de R$ 11 mil ao grupo e por ser simpatizante do CV (Comando Vermelho), facção rival. No entanto, outras possibilidades não foram descartadas.

Conforme apurado, a vítima estava alocada em uma área do presídio, mas não era bem aceita pelos demais internos. Por este motivo, nesta manhã se envolveu em uma briga com outro detento, como forma de garantir que seria retirada do local e enviada para uma cela disciplinar de isolamento, padrão adotado pela administração penitenciária.

Julian foi levado para a outro setor, onde ficou com mais presos que também tinham problemas de convivência. Lá, um dos internos, que teria sido expulso do PCC, mas que desejava voltar à facção, descobriu que Julian já havia prestado serviços ao CV e devia R$ 11,5 mil ao PCC por conta de uma venda de drogas que não havia dado certo.

Se aproveitando da situação, este interno teria planejado matar Julian, acreditando que, com este crime, ‘ganharia pontos’ com a facção e seria reintegrado. Tanto que informações apontam que ele assumiu abertamente a responsabilidade pelos fatos, diferente de outros casos. Julian foi agredido até a morte e, no local, inicialmente foi simulado suicídio.

Jornal Midiamax