Polícia

Alvo de operação do Garras, ‘Vlad’ já tinha sido preso no Paraguai com Figueiredo

O policial civil Vladenilson Daniel Olmedo, preso na manhã desta sexta-feira (27) durante uma operação contra uma organização criminosa que seria chefiada por Jamil Name e Jamil Name Filho, já havia sido preso no Paraguai com Ilson Figueiredo, executado em junho de 2018 com tiros de fuzil, na Capital. A prisão de ‘Vlad’ junto de […]

Thatiana Melo Publicado em 27/09/2019, às 09h40 - Atualizado às 15h28

None

O policial civil Vladenilson Daniel Olmedo, preso na manhã desta sexta-feira (27) durante uma operação contra uma organização criminosa que seria chefiada por Jamil Name e Jamil Name Filho, já havia sido preso no Paraguai com Ilson Figueiredo, executado em junho de 2018 com tiros de fuzil, na Capital.

A prisão de ‘Vlad’ junto de Figueiredo aconteceu em junho de 2008 quando estavam na casa do pistoleiro Aparecido Roberto Nogueira, conhecido como ‘Betão’, no Paraguai. ‘Betão’ foi assassinado em 2016. Na época foi divulgado que Aparecido estava em Pedro Juan Caballero a mando do Comando Vermelho para matar policiais e traficantes. Tanto Figueiredo como Vladenilson foram liberados para responderem em liberdade ao processo, na época.

Em 2012, Vladenilson foi denunciado pelo Gaeco por fazer parte de uma organização criminosa para a prática de crimes de corrupção passiva e ativa e exploração de jogos de azar.

Durante a operação Ormetá deflagrada nesta sexta (27) três policiais civil foram presos, além de um guarda-municipal. Foram cumpridos 44 mandados contra organização criminosa que estaria envolvida em execuções recentes na Capital. São 13 mandados de prisão preventiva, 10 de prisão temporária e 21 de busca e apreensão. 17 equipes envolvendo o Garras (Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado), Gaeco (Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado) e Choque estão na operação.

Execução Figueiredo

Figueiredo, que era chefe da segurança da Assembleia Legislativa de MS, foi assassinado por volta das 6h30 da manhã do dia 11 de junho, na Avenida Guaicurus. Ele foi perseguido e teve o carro alvejado por pelo menos 18 tiros. Ilson perdeu o controle do carro que dirigia batendo contra um muro e morrendo no local.

‘QG’ da pistolagem

No ‘QG’ onde estavam escondidos um verdadeiro arsenal de guerra, a polícia encontrou quatro carabinas 556, 11 pistolas nove milímetros, uma arma calibre 12, outra arma longa calibre.22, um revólver 357, quatro pistolas .40, um calibre 380, uma pistola calibre 22, além dos dois fuzis AK47. Também foram apreendidos silenciadores e carregadores.

O arsenal estava avaliado inicialmente em R$ 200 mil. Segundo o delegado do Garras, Fábio Peró, este seria o maior armamento encontrado em Campo Grande.

Marcelo Rios foi preso na manhã de domingo (19), na rua Rodolfo José Pinho. No carro com ele, os policiais encontraram munições e uma pistola Glock. De lá, os policiais do Garras foram até mais dois endereços fornecido pelo agente, uma casa no Portal Caiobá e outra casa no bairro Rouxinóis – o guarda morava nas duas residências, já que mantinha relacionamento distinto com duas mulheres. Nestas casas foram encontradas munições e armas.

Jornal Midiamax