Polícia

Motorista é executado a tiros fuzil enquanto dirigia na Avenida Guaicurus

O chefe da segurança da Assembleia Legislativa de Campo Grande, o 1º sargento Ilson Martins Figueiredo, foi executado a tiros de fuzil, na manhã desta segunda-feira (11) na Avenida Guaicurus, na região do Itamaracá, em Campo Grande. Após os tiros, o veículo Kia Sportage que a vítima dirigia acabou batendo em um muro. Segundo informações preliminares, […]

Thatiana Melo Publicado em 11/06/2018, às 07h13 - Atualizado às 16h25

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O chefe da segurança da Assembleia Legislativa de Campo Grande, o 1º sargento Ilson Martins Figueiredo, foi executado a tiros de fuzil, na manhã desta segunda-feira (11) na Avenida Guaicurus, na região do Itamaracá, em Campo Grande. Após os tiros, o veículo Kia Sportage que a vítima dirigia acabou batendo em um muro.

Segundo informações preliminares, o motorista vinha pela Avenida Guaicurus sentido bairro quando o carro em que estava foi alvejado por diversos tiros, de armas de grosso calibre, sendo uma delas um fuzil. Foram encontrados pela perícia aproximadamente 18 cápsulas deflagradas. A porta do motorista e a do passageiro tem várias marcas de disparos.

Armamento pesado

Os atiradores que executaram o chefe da segurança da Assembleia Legislativa de Campo Grande,  Ilson Martins Figueiredo, usaram uma metralhadora e um fuzil AK-47 no crime. Encapuzados, vestindo preto e com coletes à prova de balas, os pistoleiros começaram a atirar contra o carro do policial aposentado uma quadra antes do local onde o carro parou.

A ação assustou quem passava pela Avenida Guaicurus por volta das 6h30 desta segunda-feira (11). Muitos acharam que se tratava de um acidente de trânsito, quando viram o carro batido contra o muro. Ao tentar parar e ajudar, um motorista quase teve seu carro alvejado pelo trio que assassinou Ilson.

Uma testemunha que presenciou toda a ação dos pistoleiros disse ao Jornal Midiamax que o Kia Sportage conduzido por Ilson Martins vinha pela Avenida Guaicurus e, no mesmo sentido, vinha um Fiat Toro com três ocupantes.

Uma quadra antes de onde o carro colidiu contra um muro, os pistoleiros já vinham perseguindo e atirando contra o carro do chefe da segurança da Assembleia Legislativa.  Quando Ilson perdeu o controle e bateu, os atiradores desceram encapuzados e abriram fogo contra o carro.

De acordo com a testemunha, um deles ainda tentou abrir a porta do carro e, como não conseguiu, passaram a desferir vários tiros contra o veículo de Ilson, que morreu no local.

Um motorista que vinha na mão contrária, pensando ser um acidente, tentou parar, mas quase teve o carro alvejado pelos pistoleiros que fugiram em seguida.Motorista é executado a tiros fuzil enquanto dirigia na Avenida Guaicurus

Nas imediações na Rua Piracanjuba o carro usado na execução de Ilson Martins Figueiredo, um Fiat Toro, foi encontrado incendiado. Os autores ainda não foram localizados pela polícia.

Prisão
Ilson já tinha sido preso por duas vezes. A primeira prisão aconteceu em 1982 e a outra, em 2008.

Em 17 de agosto 1982 Ilson foi acusado, junto de mais dois colegas de farda, de participar de um roubo a um posto de combustível e a uma casa lotérica, em Campo Grande, onde ocorreram duas mortes. Ilson foi preso e expulso da corporação.

Apenas em 1º de setembro ele deixou o presídio depois que o verdadeiro autor do roubo, José Alcebíades conhecido como ‘Pastor’, foi preso por policiais da Derf (Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos).

O policial conseguiu reverter sua expulsão voltando à corporação, mas em junho de 2008 foi preso mais uma vez em uma casa em Pedro Juan Caballero, fronteira com Ponta Porã, com mais dois policiais.

Na casa foram encontrados três fuzis, dois rifles, duas pistolas e quatro revólveres. Um foragido da Justiça, Alberto Aparecido Roberto Nogueira, condenado há 20 anos por pistolagem estava no local junto com Ilson. À época eles responderam por associação criminosa na Justiça paraguaia.

O sargento se aposentou em 1997 e, em março de 2015, foi nomeado no cargo de Diretor de Segurança e Informação da Assembleia Legislativa, em Campo Grande.

Matéria atualizada às 16h24 para acréscimo de informação

Jornal Midiamax