Os agentes da que chegaram em três viaturas na sede da (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul) deixaram o prédio por volta das 9h15 desta terça-feira (19) com um malote de documentos.

Em Campo Grande, a Polícia Federal cumpre apenas alguns mandados de busca e apreensão entre os 40 realizados pelo país. São dez mandados de prisão, sendo sete em Pernambuco e outros três em Alagoas, Paraíba e Minas Gerais.

A Operação Fantoche investiga um esquema de corrupção envolvendo um grupo de empresas sob o controle de uma mesma família que vem executando contratos, desde 2002, por meio de convênios com o Ministério do Turismo e entidades do Sistema S. Estima-se que o grupo já tenha recebido mais de R$ 400 milhões.

Segundo a PF, são investigadas a prática de crimes contra a administração pública, fraudes licitatórias, associação criminosa e lavagem de ativos.

A operação conta com apoio do TCU (Tribunal de Contas da União). A investigação aponta que o grupo costumava utilizar entidades de direito privado sem fins lucrativos para justificar os contratos e convênios diretos com o ministério e unidades do Sistema S.

O sistema S inclui entidades como o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), o Serviço Social do Comércio (Sesc), o Serviço Social da Indústria (Sesi) e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Comércio (Senac).

Segundo a assessoria de comunicação da Fiems, as informações preliminares são de que os agentes estão atrás de documentos de 10 anos atrás. A assessoria de , presidente da FIEMS, e vice-presidente de CNI (Confederação Nacional da Indústria), que teve o presidente preso, informou que uma nota será emitida ainda pela manhã. Eles apenas aguardam a Polícia Federal deixar o prédio.

(Com Vinícius Costa)