Polícia

Polícia confirma identificação de dois mortos após tentativa de roubo a carro-forte

Além de José Francisco Lumes, o Zé de Lessa, outro bandido morto em confronto com a polícia na tarde de quarta-feira (4) foi identificado. Cleiton Alves dos Santos, natural do Distrito Federal, é o segundo assaltante qualificado, enquanto os outros seguem sem confirmação da identidade. Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, outros documentos teriam sido encontrados […]

Renata Portela Publicado em 05/12/2019, às 09h06 - Atualizado às 13h17

Armamento apreendido (Foto: Divulgação)
Armamento apreendido (Foto: Divulgação) - Armamento apreendido (Foto: Divulgação)

Além de José Francisco Lumes, o Zé de Lessa, outro bandido morto em confronto com a polícia na tarde de quarta-feira (4) foi identificado. Cleiton Alves dos Santos, natural do Distrito Federal, é o segundo assaltante qualificado, enquanto os outros seguem sem confirmação da identidade.

Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, outros documentos teriam sido encontrados na chácara onde o bando se escondia, mas há possibilidade que sejam falsos. Zé de Lessa portava um documento em nome de João da Silva, mas foi identificado por familiares que já procuraram a polícia ainda na quarta-feira.

Segundo delegados que atuam no caso, até o momento apenas os dois foram qualificados. Eles aguardam resultados dos exames de Perícia ou que familiares procurem a delegacia para que os outros sejam devidamente identificados.

O roubo frustrado de um carro-forte que terminou com a morte de uma quadrilha e apreensão de armamentos de guerras é tratado pela Polícia Civil como posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, roubo na forma tentada, roubo de transporte de valores, pelo concurso de pessoas, integrar ou promover organização criminosa, roubo pelo emprego de arma de fogo e sequestro.

Confronto e mortes

Após a identificação do grupo que tentou assaltar o carro-forte da empresa de transporte de valores na segunda-feira (2), foi feito pedido de mandado de busca e apreensão. A polícia identificou que o grupo era comandado por Zé de Lessa e, com o mandado expedido pela juíza de Amambai, foi até a chácara onde eles estariam escondidos, na manhã de quarta-feira (4).

Equipes do DOF (Departamento de Operações de Fronteira), Garras (Delegacia Especializada em Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros), Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) e CGPA (Coordenadoria Geral de Patrulhamento Aéreo), com helicóptero da polícia, foram até a chácara e teriam sido recebidos a tiros.

No confronto, quatro morreram e um teria conseguido fugir. O dono da chácara, funcionário público da prefeitura de Coronel Sapucaia, foi preso por ajudar a quadrilha e a participação dele no crime é investigada. Na chácara estava uma mulher e dois adolescentes, que seriam a namorada de Zé de Lessa e os filhos dela.

Equipe da CGPA fez buscas pelo quinto suspeito que tinha fugido e, quando foi localizado, acionaram equipes do Bope e Garras. O bandido teria atirado contra o helicóptero da polícia e contra os outros agentes e acabou morrendo no confronto. Com ele foi encontrado armamento pesado de guerra.

Foram apreendidos fuzis, metralhadora AK-47 e .50, espingardas, pistolas e muitas munições.

Jornal Midiamax