Polícia

Omertà: policial federal tem pedido de revogação da prisão temporária negado

O policial federal Everaldo Monteiro de Assis, 60 anos, um dos presos na Operação Omertà, teve o pedido de revogação da prisão temporária negado pela Justiça. O pedido foi julgado na tarde desta terça-feira (15) pela 2ª Câmara Criminal do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul). De acordo com as informações apuradas […]

Dayene Paz Publicado em 15/10/2019, às 18h20 - Atualizado em 16/10/2019, às 10h05

Ação prendeu integrantes de milícia (Henrique Arakaki, Midiamax)
Ação prendeu integrantes de milícia (Henrique Arakaki, Midiamax) - Ação prendeu integrantes de milícia (Henrique Arakaki, Midiamax)

O policial federal Everaldo Monteiro de Assis, 60 anos, um dos presos na Operação Omertà, teve o pedido de revogação da prisão temporária negado pela Justiça. O pedido foi julgado na tarde desta terça-feira (15) pela 2ª Câmara Criminal do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul).

De acordo com as informações apuradas pela reportagem do Jornal Midiamax, o pedido de revogação foi negado por unanimidade, fato que também ocorreu com Jamil Name, Jamil Name Filho, também os policiais Vladenilson Olmedo e Márcio Cavalcanti, na tarde desta terça.

A defesa do policial afirmou não existir provas suficientes da participação de Everaldo na organização criminosa, porém, desembargadores entenderam que ele foi preso pelo crime de organização criminosa, fazendo parte do terceiro escalão, conforme a investigação.

De acordo com as informações, Everaldo estava na ativa e, por este motivo, usava sua senha para consultar o sistema de informações da PF. De acordo com levantamento do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Bancos, Assaltos e Sequestros), Everaldo teria repassado dados privilegiados à organização criminosa.

Everaldo foi preso no âmbito da Operação Omertà, deflagrada pelo Gaeco, Garras e Batalhão de Choque da Polícia Militar, para desarticular milícia que atuava na Capital promovendo execuções. A defesa do PF disse ao Midiamax, que o policial não teria compartilhado informações sigilosas.

Jornal Midiamax