Polícia

PF acredita que fazendeiros são responsáveis por exploração ilegal no Pantanal

Em ação desde segunda-feira (9) na região do Pantanal, equipes já identificaram pelo menos 430.000 m² de área desmatada ilegalmente, por meio de extração, queimadas e exploração ilegais. A Polícia Federal acredita que os responsáveis sejam fazendeiros que arrendaram as terras para cometerem o crime. Em coletiva à imprensa estiveram Henrique Dias, coordenador regional da […]

Renata Portela Publicado em 12/09/2019, às 11h30 - Atualizado em 13/09/2019, às 06h23

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Em ação desde segunda-feira (9) na região do Pantanal, equipes já identificaram pelo menos 430.000 m² de área desmatada ilegalmente, por meio de extração, queimadas e exploração ilegais. A Polícia Federal acredita que os responsáveis sejam fazendeiros que arrendaram as terras para cometerem o crime.

PF acredita que fazendeiros são responsáveis por exploração ilegal no Pantanal
(Foto: Mariana Rodrigues)

Em coletiva à imprensa estiveram Henrique Dias, coordenador regional da Funai (Fundação Nacional do Índio), o superintendente do Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) Luiz Carlos Marchetti e o chefe da PF em MS Cleo Mazzotti. Eles comentaram que as investigações tiveram início há aproximadamente um ano.

A área de atuação dos agentes fica localizada na região de Corumbá e Porto Murtinho e abrange 540 mil hectares, sendo que 43 hectares de área desmatada ilegalmente foram identificados. Para isso foi feito estudo com geoprocessamento, uma análise feita por satélite. Até o momento ninguém foi preso, já que não houve flagrante.

Foi identificada oficialmente a extração de 700 lascas de ipê, árvore nativa, além de aroeira. Sete fazendas são vistoriadas e segundo Cleo Mazzotti será instaurado inquérito para apurar quem arrendou as terras e quem está lucrando com a extração ilegal. A área é uma reserva indígena de índios Kadiwéu, mas segundo o chefe da PF os índios são vítimas no local.

Para o delegado, fazendeiros teriam arrendado a área “quem está explorando a área é um grupo e os índios estão sendo prejudicados. Alguém está lucrando em uma área que deveria ser preservada. Estamos defendendo o direito coletivo de uma comunidade”, pontuou. Segundo Luiz Carlos, assim que o responsável for identificado, a multa será aplicada a ele.

Até o momento já são somados R$ 218 mil em multas. Um relatório geral será emitido pelo Ibama para identificar tudo o que foi extraído da área. Os grupos de atuação devem permanecer no local até sexta-feira (13).

Jornal Midiamax