Polícia

Namorada desmente réu em juri e diz que ele estava sujo de sangue e terra

Douglas Aparecido Cardoso, conhecido como ‘Baleado’ e Denis Henrique do Nascimento, conhecido como ‘Irmão Ripiado’, ambos acusados pelo assassinato de Jhenifer de Almeida, em março de 2018, no bairro Nova Campo Grande, já eram investigados por suspeita de arrastarem carros para o Paraguai. Eles eram investigados a cidade de Naviraí, a 359 quilômetros de Campo […]

Thatiana Melo Publicado em 25/09/2019, às 10h53 - Atualizado às 11h02

(Henrique Arakaki, Midiamax)
(Henrique Arakaki, Midiamax) - (Henrique Arakaki, Midiamax)

Douglas Aparecido Cardoso, conhecido como ‘Baleado’ e Denis Henrique do Nascimento, conhecido como ‘Irmão Ripiado’, ambos acusados pelo assassinato de Jhenifer de Almeida, em março de 2018, no bairro Nova Campo Grande, já eram investigados por suspeita de arrastarem carros para o Paraguai.

Eles eram investigados a cidade de Naviraí, a 359 quilômetros de Campo Grande. Os veículos levados para a fronteira seriam trocados por armas ou drogas. Denis entrou com recurso e não foi a julgamento nesta quarta-feira (25).

A namorada de Douglas contou em depoimento que, no dia do assassinato de Jhenifer, estava dormindo quando foi acordada por ‘Baleado’, que estava com as roupas sujas de terra e sangue. Ele teria dito a ela, “Não se preocupa, não conta para ninguém, amanhã você vai saber o que aconteceu”, Douglas teria dito a ela. E seguida, as roupas sujas de sangue e terra foram colocadas de molho no tanque.

O crime aconteceu a 100 metros da casa onde moravam os acusados, e um casal morador do bairro foi quem chamou o socorro durante a madrugada do dia 26 de março ao verem a mulher caída ensanguentada no terreno baldio. A vítima foi assassinada com 19 facadas na cabeça, rosto e pescoço morrendo dentro da ambulância antes de receber atendimento médico.

Douglas em depoimento nesta quarta (25) disse que não teria envolvimento com o crime, e que estava em um bar no Jardim Carioca. Ele ainda contou que não poderia falar nada sobre o crime, já que os ‘disciplinas’ da Máxima poderiam pegar ele, e sofreria as consequências por causa disso.

Ainda durante o depoimento disse apenas, que um dia antes do crime estava em casa que fica em frente a terreno onde o corpo da vítima foi encontrado bebendo com a família e com Denis, sendo que no fim do dia foi até um bar no Jardim Carioca e que o amigo teria voltado sozinho para casa, mas 40 minutos depois voltou ao bar o chamando para ir embora.

Quando chegaram em casa na Nova Campo Grande, Denis teria contado sobre o crime para ele, e naquela noite os dois resolveram dormir em um hotel. Douglas já tem passagens no estado paulista por roubo e porte de arma, e que teria vindo para a Capital atrás de emprego.

Jornal Midiamax