Polícia

Morto no IPCG foi marcado com pasta de dente no peito por rival: ‘era CV’

Otávio Gomes da Cruz Pereira, de 29 anos, foi autuado em flagrante pelo homicídio de Julian Kenedi Vilhalva da Silva, de 31 anos, cometido no início da tarde desta quarta-feira (25) de Natal, no IPCG (Instituto Penal de Campo Grande). A suspeita é de que o crime tenha sido motivado por guerra entre facções, já […]

Renan Nucci Publicado em 25/12/2019, às 18h08

Foto: Ilustração
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Otávio Gomes da Cruz Pereira, de 29 anos, foi autuado em flagrante pelo homicídio de Julian Kenedi Vilhalva da Silva, de 31 anos, cometido no início da tarde desta quarta-feira (25) de Natal, no IPCG (Instituto Penal de Campo Grande). A suspeita é de que o crime tenha sido motivado por guerra entre facções, já que a vítima seria simpatizante do CV (Comando Vermelho).

“CV Era CV”, teria escrito o suspeito no peito da vítima com pasta de dente. Na parede da cela ele anotou “1533 Não Passa Nada”, fazendo alusão de que seria do PCC (Primeiro Comando da Capital). De acordo com o boletim de ocorrência, Otávio teria dito à Polícia Civil que agiu porque estava sendo oprimido por Julian. O corpo da vítima foi encontrado pendurado pelo pescoço, com ferimentos no rosto.

O crime

Conforme já noticiado, a vítima estava alocada em uma área do presídio, mas não era bem aceita pelos demais internos. Por este motivo, nesta manhã se envolveu em uma briga com outro detento, como forma de garantir que seria retirada do local e enviada para uma cela disciplinar de isolamento, padrão adotado pela administração penitenciária.

Julian foi levado para a outro setor, onde ficou com mais presos que também tinham problemas de convivência. Lá, um dos internos, que teria sido expulso do PCC, mas que desejava voltar à facção, descobriu que Julian já havia prestado serviços ao CV e devia R$ 11,5 mil ao PCC por conta de uma venda de drogas que não havia dado certo.

Se aproveitando da situação, este interno teria planejado matar Julian, acreditando que, com este crime, ‘ganharia pontos’ com a facção e seria reintegrado. Tanto que informações apontam que ele assumiu abertamente a responsabilidade pelos fatos, diferente de outros casos. 

Jornal Midiamax