Polícia

Médica leva calote e é notificada em mais de R$ 1 milhão

Uma médica de Dourados, cidade distante 226 km de Campo Grande, recebeu uma notificação de mais de R$ 1 milhão da Receita Federal, após irregularidades no Imposto de Renda. A mulher de 50 anos procurou a delegacia de polícia da cidade, já que descobriu que o homem que se dizia contador que ela contratou, desde […]

Dayene Paz Publicado em 09/04/2019, às 15h14 - Atualizado em 10/04/2019, às 16h16

(Foto: Divulgação)
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Uma médica de Dourados, cidade distante 226 km de Campo Grande, recebeu uma notificação de mais de R$ 1 milhão da Receita Federal, após irregularidades no Imposto de Renda. A mulher de 50 anos procurou a delegacia de polícia da cidade, já que descobriu que o homem que se dizia contador que ela contratou, desde 2000, para fazer a declaração, não estava registrado no Conselho Regional de Contabilidade.

De acordo com as informações do boletim de ocorrência, a médica contratou os serviços do homem, em 2000, a partir de uma indicação de amigos. O homem foi procurado pela médica e desde então, ela passou a entregar todas as documentações para que ele fizesse a declaração anual do Imposto de Renda.

Em 2017, a médica teria recebido uma notificação da Receita Federal, que solicitava informações de um endereço na cidade de Manaus (AM), quando ela percebeu que havia alguma irregularidade e procurou pelo suposto contador. Questionado, ele disse que tinha escritório em Manaus, que iria retificar os dados e responder a Receita Federal. Em dezembro de 2018, a médica recebeu outra notificação de autuação da Receita Federal no valor de R$ 1.155.473,86, referente aos impostos dos anos 2013, 2014, 2015 e 2016. Foi então que ela percebeu que as declarações estavam irregulares.

Em contato com o Conselho Regional de Contabilidade, a médica foi informada que o homem que ela havia contratado, não estava registrado no Conselho e nem era contador. O caso foi registrado nesta terça-feira (9) na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) de Dourados, como estelionato e exercício ilegal da profissão.

*Matéria editada às 16h15, para acréscimo e correção de informações

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