Polícia

Inquérito conclui que tiro que matou menino de 11 anos não foi acidental

Nove dias após o crime, a Polícia Civil de Sidrolândia – a 70 km de Campo Grande, concluiu o inquérito sobre a morte do menino Luiz Otávio Santana de Lima, de apenas 11 anos de idade, em uma fazenda da cidade. Ivan Alyffer Albuquerque Rocha, de 23 anos, foi indiciado por homicídio doloso, e o […]

Dayene Paz Publicado em 17/06/2019, às 17h35 - Atualizado em 18/06/2019, às 08h26

Foto: Divulgação.
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Nove dias após o crime, a Polícia Civil de Sidrolândia – a 70 km de Campo Grande, concluiu o inquérito sobre a morte do menino Luiz Otávio Santana de Lima, de apenas 11 anos de idade, em uma fazenda da cidade. Ivan Alyffer Albuquerque Rocha, de 23 anos, foi indiciado por homicídio doloso, e o inquérito encaminhado ao Ministério Público nesta segunda-feira (17).

O delegado Diego Dantas ouviu dez testemunhas sobre a morte da criança. Um tio afirmou que Ivan teria premeditado o crime. Se o depoimento for levado em conta, poderá agregar a qualificadora de vingança a denúncia. Ivan nega que agiu por vingança e afirma que não sabia que a arma estava engatilhada. A Polícia Civil em Sidrolândia chegou a realizar reconstituição do crime para ajudar nas investigações.

Apaixonado por futebol, Luiz Otávio sonhava ser jogador profissional de futebol. Torcedor do Corinthians, ele treinava em uma escolinha de Sidrolândia e nunca escondeu o desejo de jogar no time do coração, como a maioria dos garotos de origem humilde de sua idade. No entanto, os sonhos foram interrompidos no final da tarde de sábado. Luiz era um menino carinhoso, querido por todos e havia se divertido muito com os primos horas antes do homicídio.

Versão da família

A família acredita que o menino Luiz Otávio foi alvo de um plano premeditado de vingança. De acordo com o tio, um pintor de 52 anos, o suspeito, Ivan Alyffer jurou se vingar ao ser preso após denúncia de violência doméstica por agressão contra a esposa, prima da vítima.

Durante entrevista ao Jornal Midiamax, Nilton informou que Ivan chegou a ficar três meses na prisão e que por este motivo pode ter assassinado o menino como forma de atingir a família. “Ele ficou revoltado quando foi preso e disse que iria se vingar”, comentou o tio. Nilton salientou que Ivan teria premeditado tudo. “Ele pediu a arma emprestada, chamou a família para ir para a fazenda e até mesmo arrumou um carro para levar todos, porque sabia o que ia fazer”.

Conforme apurado, Ivan chamou Luiz e o irmão de 13 anos para irem caçar jacaré com uma arma artesanal calibre 22. De acordo com Nilton, o sobrinho de 13 anos detalhou que, depois que o trio se afastou da família, Ivan teria sacado a arma e dito para Luiz: “Ajoelha, pede perdão e reza, porque você vai morrer hoje”. Os meninos ficaram em choque e não entenderam a situação, até que Ivan ameaçou novamente e apontou a arma.

Neste momento, o irmão fugiu correndo, momento em que ouviu o som de um disparo. Quando ele olhou para trás, viu o suspeito tentando carregar a arma mais uma vez. “Ele [o sobrinho de 13 anos] achou que ia ser morto também, mas a arma demorou demais para ser carregada”, pontuou o tio. A família foi avisada e chegou ao local, onde Luiz estava baleado. O menino teria dito à mãe: “Foi o Ivan que atirou em mim”. E em seguida perguntou: “Será que vou morrer?”.

Ele chegou a ser socorrido, mas morreu a caminho do hospital. O tiro atingiu o garoto nas costas e atravessou o abdômen. Ivan foi preso e, em uma de suas versões, disse que foi tentar atirar em um jacaré, quando a vítima entrou na linha de tiro. No entanto, a polícia contesta a versão alegando que sequer havia uma lagoa perto do local onde o crime aconteceu.

Jornal Midiamax