Polícia

Marcelo Piloto mata jovem de 18 anos com 16 facadas em cela no Paraguai

O traficante Marcelo Pinheiro Veiga, conhecido como Marcelo Piloto, é acusado pela polícia do Paraguai, onde está preso aguardando extradição para o Brasil, de ter matado a facadas uma jovem de 18 anos neste sábado (17). A vítima, identificada como Lidia Meza Burgos, seria namorada de Marcelo Piloto e estaria visitando-o pela segunda vez numa […]

Guilherme Cavalcante Publicado em 17/11/2018, às 18h42 - Atualizado em 18/11/2018, às 11h35

(Foto: Divulgação | PY)
(Foto: Divulgação | PY) - (Foto: Divulgação | PY)

O traficante Marcelo Pinheiro Veiga, conhecido como Marcelo Piloto, é acusado pela polícia do Paraguai, onde está preso aguardando extradição para o Brasil, de ter matado a facadas uma jovem de 18 anos neste sábado (17). A vítima, identificada como Lidia Meza Burgos, seria namorada de Marcelo Piloto e estaria visitando-o pela segunda vez numa prisão em Assunção, na capital paraguaia. As informações são do G1.

O crime ocorreu por volta das 13h50 do sábado. O guarda que fazia ronda ouviu gritos vindos da cela de Piloto a ao aproximar-se encontrou a vítima ensanguentada no chão. Ela sofreu 16 golpes de faca e chegou a receber atendimento médico, mas não resistiu.

De acordo com o promotor de justiça do Paraguai Hugo Volpe, que acompanha o caso, a morte da jovem seria uma estratégia para evitar a extradição de Marcelo Piloto ao Brasil.

“Foi uma atitude extrema de Piloto para impedir sua extradição para o Brasil, onde já foi condenado a 26 anos de prisão por vários crimes”, declarou Volpe ao G1.

Marcelo Piloto é considerado um dos líderes da facção criminosa Comando Vermelho e teve extradição concedida em 30 de setembro. O traficante recorreu e a matéria é analisada na segunda instância do país.

A expectativa do Ministério do Interior do Paraguai era que a extradição ocorresse ainda em novembro, já que os crimes que Piloto responde no paqís vizinho – falsificação de documentos e homicídio – são considerados de fácil conclusão.

No último dia 12, a advogada Laura Casuso, de 54 anos, que defendia Marcelo Piloto e Jarbas Pavão, foi morta com mais de 14 tiros em Pedro Juan Caballero, na fronteira com Ponta Porã –  a 325 quilômetros de Campo Grande. A polícia paraguaia não revelou se há conexão entre os crimes.

Jornal Midiamax