Polícia

Para não perder aposentadoria, Nando pede que escolta o acompanhe em perícia médica

A defesa de Luiz Alves Martins Filho, o Nando, solicitou à Justiça que escolta policial o acompanhe em perícia médica revisional agendada para o dia 14 de agosto, em Campo Grande. Caso não passe por avaliação de junta médica o detento corre o risco de perder auxílio doença a que tem direito. Nando está preso […]

Clayton Neves Publicado em 23/07/2018, às 15h02 - Atualizado em 24/07/2018, às 08h14

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A defesa de Luiz Alves Martins Filho, o Nando, solicitou à Justiça que escolta policial o acompanhe em perícia médica revisional agendada para o dia 14 de agosto, em Campo Grande. Caso não passe por avaliação de junta médica o detento corre o risco de perder auxílio doença a que tem direito. Nando está preso na PED (Penitenciária Estadual de Dourados) acusado de matar 16 pessoas.

“Essencial destacar que o reeducando encontra-se acometido de inúmeras enfermidades, sendo que sua presença à perícia é imprescindível para que o mesmo continue recebendo o auxílio doença, visto que é com esse dinheiro que lhe são disponibilizados vários medicamentos necessários para o controle das enfermidades”, justifica o defensor público que representa o preso.

Junto com o pedido, o advogado anexou comprovante do requerimento da perícia marcada para às 7h30, em Campo Grande. “Em homenagem ao princípio da dignidade da pessoa humana, requer-se a vossa excelência seja determinado à Autoridade Policial e Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) que providenciem e forneçam escolta ao reeducando”, conclui a petição.

Preso desde o dia 10 de novembro de 2016, acusado de matar 16 pessoas, Luiz Alves Martins Filho, foi transferido para a PED no começo de abril depois de brigar com um companheiro de cela.

Caso Nando

Luiz Alves Martins Filho, o Nando, segue preso desde o dia 10 de novembro de 2016, depois de se intitular ‘justiceiro’ e confessar ter participado da morte de pelo menos 16 pessoas, destas, 13 enterradas em um cemitério clandestino no Bairro Danúbio Azul, em Campo Grande.

Todas morreram da mesma forma, amarradas e de cabeça para baixo. As vítimas ainda foram estranguladas, isso porque Nando não gostava de ver sangue.

Jornal Midiamax