Polícia

Ouro de Ofir: Justiça nega mais uma vez liberdade a investigados pela PF

Três investigados continuam presos 

Aliny Mary Dias Publicado em 27/01/2018, às 12h03

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Três investigados continuam presos 

Presos há mais de dois meses na Operação Ouro de Ofir – desencadeada pela Polícia Federal para combater crimes financeiros – os alvos da ação continuam acumulando derrotas na Justiça. Nesta semana, mais uma decisão do desembargador Luiz Claudio Bonassini negou liberdade a um dos presos.

Estão detidos desde o dia 22 de novembro Celso Eder Gonzaga de Araújo, Sidinei dos Anjos Peró e Anderson Flores. Celso é apontado pela PF como dono da empresa Company Consultoria Empresarial, que seria uma instituição financeira clandestina.

Depois de ter habeas corpus negado pela Justiça Estadual, a defesa de Celso recorreu ao STJ (Superior Tribunal de Justiça), no fim do ano passado, na tentativa de libertar o cliente. O pedido continua sob análise do ministro Jorge Mussi, da 5ª Turma, e não há prazo para publicação da decisão.

Outro alvo da operação que sofreu derrota recente no judiciário é Sidinei dos Anjos Peró, que recorreu ao TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) também na tentativa de conseguir habeas corpus.

O pedido foi feito ao desembargador Luiz Claudio Bonassini, da 3ª Câmara Criminal, pela filha de Sidinei. Segundo ela, o pai não tem relação com Celso e Anderson Flores (que é tio de Celso).

A defesa sustenta que Sidinei, que está detido no Presídio de Trânsito de Campo Grande, é vítima de constrangimento ilegal. O motivo seria o fato da Justiça Federal ter expedido mandados de prisão atendendo solicitação da Polícia Federal, mas depois ter repassado o processo ao judiciário estadual justificando que o crime de estelionato não deveria ser julgado na comarca federal.

Ouro de Ofir: Justiça nega mais uma vez liberdade a investigados pela PF

O golpe

Os investigados, segundo a PF, supostamente induziam vítimas a investir dinheiro oferecendo em troca quantias milionárias. A promessa envolvia de mina de ouro qda época do império a documentos falsos do Banco Central.

Já a segunda forma era apresentar para os investidores que pessoas ‘importantes’ participavam e estavam lucrando com os investimentos. Eles afirmavam que tinham investidores como juiz e consul honorário da Guiné.

Para atrair as vítimas, os integrantes afirmavam que uma família de Campo Grande era dona de uma mina de ouro da época do império, que tinha sido vendida para os Estados Unidos e para a Europa, e que a família tinha 40% de direitos sobre a mina vendida.

Sendo que parte do dinheiro recebido teria de ser repassado para terceiros, momento em que eram vendidas cotas para os investidores, que aplicavam R$ 1 mil com promessas de receber R$ 1 milhão. A organização criminosa também usava das declarações do imposto de renda para mostrar para os investidores que estariam enriquecendo, com o dinheiro investido no grupo.

Jornal Midiamax