Polícia

Justiça mantém na cadeia pai de bebê morto pisoteado por madrasta

A Justiça negou nesta segunda-feira (27), o pedido de revogação da prisão de Rodrigo Avalo dos Santos, pai do bebê de 1 ano morto após ser pisoteado pela madrasta Jéssica Leite Ribeiro. Ele teve a prisão preventiva decretada e foi indiciado por maus-tratos. A decisão do juiz de direito Cesar de Souza Lima foi concedida […]

Thatiana Melo Publicado em 28/08/2018, às 09h08 - Atualizado às 16h51

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A Justiça negou nesta segunda-feira (27), o pedido de revogação da prisão de Rodrigo Avalo dos Santos, pai do bebê de 1 ano morto após ser pisoteado pela madrasta Jéssica Leite Ribeiro. Ele teve a prisão preventiva decretada e foi indiciado por maus-tratos.

A decisão do juiz de direito Cesar de Souza Lima foi concedida nesta segunda-feira (27). Em sua decisão o juiz diz que “a confissão da madrasta não é suficiente para afastar a possível participação na pratica do delito ou para revogar a segregação cautelar”.

Ainda segundo o despacho, no dia do crime há a suspeita que Rodrigo ainda estava na casa quando o bebê foi morto. “A gravidade concreta do delito é fato suficiente para manter a segregação cautelar”, finaliza.

Na última sexta-feira (24), o MP (Ministério Público) se opôs ao pedido de liberdade feito pela defesa de Rodrigo Avalo Santos.Em despacho, o MP relata que “a segregação dos acusados para garantia da ordem pública é imperiosa, pois praticou crime de grande repercussão social, com extrema violência, ou seja, ceifaram a vida de uma criança de 1 ano de idade”.

Jéssica Leite teve sua prisão preventiva decretada e foi indiciada por homicídio qualificado.Ela confessou na delegacia ter pisado na barriga do bebê, que chorava por causa de cólicas. Em depoimento, ela disse ter usado as mãos e os joelhos para apertar a barriga da criança, e teria se excedido na força.

O bebê sofreu várias fraturas nos arcos costais, o que resultou no dilaceramento do fígado, causando sua morte por choque hemorrágico. A criança ainda tinha hematomas antigos e ferimentos recentes no couro cabeludo.

Crime

No dia 16 de agosto, o Samu (Serviço Atendimento Móvel de Urgência) foi acionado para socorrer o bebê, mas quando chegou à casa a criança já estava morta. A madrasta do bebê disse que ele tinha passado mal e ela tentado fazer a ressuscitação. Mas, laudos médicos apontaram hematomas que não condiziam com o depoimento da mulher, que demorou cerca de 1 hora para acionar o socorro para o enteado.

Jornal Midiamax