Polícia

Força-tarefa vai investigar se mesmos pistoleiros executaram Figueiredo e Bomba

A Polícia Civil anunciou a criação de uma força-tarefa para investigar crimes de pistolagem em Campo Grande. As investigações tentam descobrir se existe a ligação entre a execução do ‘Orlando Bomba’ e do sargento reformado da Polícia Militar do Estado, Ilson Martins Figueiredo, chefe da Segurança Institucional da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. […]

Thatiana Melo Publicado em 30/10/2018, às 13h15 - Atualizado em 31/10/2018, às 10h07

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A Polícia Civil anunciou a criação de uma força-tarefa para investigar crimes de pistolagem em Campo Grande. As investigações tentam descobrir se existe a ligação entre a execução do ‘Orlando Bomba’ e do sargento reformado da Polícia Militar do Estado, Ilson Martins Figueiredo, chefe da Segurança Institucional da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.

Segundo o delegado-geral da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, Marcelo Vargas, existe a possibilidade de relação entre os pistoleiros dos dois crimes. “O modos operandi das duas execuções são parecidas. Estamos fazendo a análise balística das cápsulas retiradas dos corpos e encontradas no local para sabermos se as mesmas armas foram usadas”, disse.

Ainda segundo Vargas, o Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Rouba a Banco, Assaltos e Sequestros) fará parta da força-tarefa na solução dos dois casos e uma possível ligação entre eles. Mas, o delegado-geral foi enfático ao dizer que os mandantes seriam diferentes.

“O assassinato do Figueiredo teria relação com a fronteira”, disse Vargas afirmando que existem outras linhas também de investigação para o crime, que aconteceu no dia 11 de junho deste ano, na Avenida Guaicurus, quando ele foi executado com mais de 18 tiros de metralhadora e um fuzil AK-47.

Já ‘Orlando Bomba’ teria sido executado depois de entregar a rotina de Jorge Toumani Rafaat, e em represália teria sido executado com mais de 40 tiros de fuzil em frente a uma barbearia, no Jardim Autonomista, no dia 26 de outubro.

Ilson Figueiredo

Islon Martins Figueiredo estava conduzindo um Kia Sportage, na Avenida Guaicurus, no dia 11 de junho, quando foi surpreendido e seu carro alvejado por diversos tiros de arma de grosso calibre, entre elas, um fuzil. Aproximadamente 18 cápsulas foram recolhidas pela perícia no local. Depois de ser atingido, o veículo que ele dirigia bateu contra o muro de uma casa.

Os pistoleiros que executaram o chefe da segurança usaram uma metralhadora e um fuzil AK-47 no crime. Encapuzados, vestindo preto e com coletes à prova de balas, os pistoleiros começaram a atirar contra o carro do policial aposentado uma quadra antes do local onde o carro parou. Nas imediações na Rua Piracanjuba, na região, o carro usado na execução de Ilson, um Fiat Toro, foi encontrado incendiado.

Um segundo carro, uma Toyota SW4, foi encontrada incendiada na MS-040, na saída para Rochedo, próximo a um pesqueiro. O carro também teria envolvimento na morte do policial aposentado.

‘Orlando Bomba’

Orlando da Silva Fernandes, 41 anos, conhecido como ‘Orlando Bomba’ foi executado com tiros de fuzil na cabeça, tórax, e braços em frente a uma barbearia. Dois homens chegaram em uma Dodge Journey, desceram e executaram ele, que saía do local e ia em direção à sua camionete Hillux. Um outro homem em uma moto deu apoio para a execução. A polícia encontrou no local com a vítima três celulares intactos que estavam com ele, além de cheques e quantia em dinheiro.

Execução de Rafaat

Jorge Rafaat Toumani foi executado com mais de 16 tiros e teve morte instantânea na noite doa dia 15 de junho de 2016, em Pedro Juan Caballero, na fronteira. Os autores do assassinato do narcotraficante usaram armas de grosso calibre para o crime, fuzis AK 47, Mag antiaérea e metralhadoras. Os suspeitos estariam em três veículos. As armas furaram a blindagem do Jipe Hummer ocupado por Rafaat. Várias outras pessoas teriam ficado feridas, dentre elas um policial identificado como Jorge Espindola. Um dos seguranças de Rafaat morreu durante o tiroteio, que durou mais de 20 minutos.

Jornal Midiamax