Polícia

Estudante de medicina é perseguida depois de ex divulgar vídeo de sexo na internet

A mãe de uma estudante de medicina de 20 anos procurou a delegacia de polícia da cidade de Três Lagoas – a 338 quilômetros de Campo Grande, porque a jovem passou a ser ameaçada e perseguida depois de um homem de 32 anos divulgar na internet e redes sociais vídeos em que ela apareceria em […]

Thatiana Melo Publicado em 01/11/2018, às 07h19 - Atualizado em 02/11/2018, às 08h10

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A mãe de uma estudante de medicina de 20 anos procurou a delegacia de polícia da cidade de Três Lagoas – a 338 quilômetros de Campo Grande, porque a jovem passou a ser ameaçada e perseguida depois de um homem de 32 anos divulgar na internet e redes sociais vídeos em que ela apareceria em cenas de sexo.

A mulher contou aos policiais que a filha teve de mudar de cidade e de faculdade por causa das ameaças e assédio. Além de divulgar o vídeo, ele teria feito ameaças à vítima.

Com medo, a jovem se mudou e constantemente é perseguida com mensagens de cunho sexual enviadas por desconhecidos pelo WhatsApp e Instagram. Nessas mensagens, homens tentam coagi-la a fazer sexo para que não espalhem o vídeo.

O caso foi registrado na delegacia como divulgação de cena de estupro ou cena de estupro de vulnerável, ou cena de sexo ou pornografia.

Revenge Porn
O ato de divulgar vídeos ou fotos com teor sexual, também conhecido como revenge porn, é crime e pode ser punido com prisão.  No ano passado, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal aprovou o projeto que tipifica o crime de “revenge porn” dentro da Lei Maria da Penha.

O objetivo é punir quem vaza fotos íntimas alheias sem autorização. Confira o que diz a lei.

O crime é tão grave e pode destruir a vida e abalar as relações sociais e familiares da vítima. Em alguns casos, a vítima chega a cometer suicídio. Pensando em ajudar essas mulheres, uma ONG chamada Marias da Internet foi criada para oferecer apoio jurídico e psicológico às vítimas.

(Foto: Ilustrativa)

Jornal Midiamax