Polícia

Dono de frigorifico indiciado em escândalo sexual é alvo de ação da PF

Fraude de esquema em frigoríficos pode chegar a R$ 350 milhões

Ludyney Moura Publicado em 28/07/2017, às 12h58

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Fraude de esquema em frigoríficos pode chegar a R$ 350 milhões

O empresário José Carlos Lopes, o Zeca Lopes, dono do frigorífico Frigolop, de Terenos, um dosindiciados no esquema de escândalo sexual que envolveu políticos e empresários de Mato Grosso do Sul em 2015,é um dos alvos da 2ª fase da Operação Labirinto de Creta, que tenta desarticular uma organização criminosa que agia em frigoríficos em Mato Grosso do Sul e São Paulo.

Agentes da PF estão no Edifício onde fica o escritório da empresa de Zeca, em um prédio de luxo no Royal Park, ao lado do Parque das Nações Indígenas.  Dono de frigorifico indiciado em escândalo sexual é alvo de ação da PF

Lopes, de acordo com as investigações do escândalo sexual, era cliente de cafetinas que atraiam menores à prática da prostituição. Num dos casos,  ele teria acertado ir até um motel de Campo Grande, onde se encontraria com uma adolescente. Lá, a vítima, uma menina de dez anos de idade, segundo depoimento dela mesma, teria tirado a roupa por ordem do empresário, pelo valor de R$ 400.

O denunciado nega que tenha tocado na menina, o que para o STJ (Superior Tribunal de Justiça), é ‘irrelevante’, já que Corte considerou dispensável o contato físico para caracterizar crime de estupro de vulnerável.

Já a ação da PF deflagrada nesta sexta-feira (28), visa combater organizações criminosas que utilizam essas empresas para a sonegação de altos valores, para não efetuarem o pagamento de obrigações previdenciárias e que ainda burlar direitos trabalhistas dos empregados.

Nessa fase da operação, são investigadas empresas do setor frigorífico, “mais especificamente um grupo econômico que apresenta faturamentos elevados, porém com ausência ou inexatidões nas escriturações contábeis”.

Segundo a PF, os bens adquiridos, frutos da sonegação fiscal, restavam “blindados” pelos reais proprietários, que utilizavam ‘laranjas’ ou de empresas criadas para este fim. 

O esquema teria, segundo a PF, sido responsável por uma fraude ao Fisco Federal que pode chegar a R$ 350 milhões. 

Jornal Midiamax