Corrupção no presídio era principal alvo da operação

Operação Chip, deflagrada nesta segunda-feira (12) pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), foi encerrada com apreensão de 47 celulares, parte deles na casa de um agente penitenciário, além de três prisões temporárias, incluindo a do diretor-presidente do IPCG (Instituto Penal de Campo Grande), que já foi liberado.

O alvo do Gaeco era combater corrupção crimes cometidos dentro do sistema prisional. Além do diretor-presidente Flúlvio Ramires da Silva, detido por porte ilegal de arma de fogo, em razão da licença estar vencida. O diretor pagou fiança e foi liberado na tarde desta segunda. Também foi preso Cleiton Paulino de Souza, agente penitenciário. A identidade do terceiro alvo de prisão preventiva não foi divulgada pelo MPE (Ministério Público Estadual).

Os agentes do Gaeco também cumpriram cinco mandados de busca e apreensão, um deles na casa do agente penitenciário Cleiton. Com ele, foram encontrados 23 celulares embalados e prontos para serem levados para detentos. Também havia balança de precisão e R$ 8,6 mil na residência.

Houve, ainda, cumprimento de mandados de busca e apreensão no Instituto Penal. Por lá, os agentes do Gaeco encontraram 24 celulares, 24 carregadores, alimentos que não poderiam ser comercializados na unidade por conta de irregularidades nas embalagens, 19 fones de ouvido, sete chips de celular, 562 gramas de maconha e 626 gramas de cocaína.

Diretor de presídio e agente foram presos em operação do Gaeco na Capital