Vítima era suspeito de agiotagem e cumpria pena por

A polícia da cidade de distante 253 quilômetros de Campo Grande, conseguiu através de câmeras de segurança identificar possíveis suspeitos pela morte do interno Manoel Teodoro, conhecido como ‘Neto'. Ele foi executado no dia 29 de julho quando saia do semiaberto.

Nas imagens, é possível ver que quando Neto passa de motocicleta ao deixar o presídio semiaberto, ele acaba sendo seguido por duas pessoas em outra motocicleta, e de acordo coma delegada que cuida do caso, Silvia Elaine Girardi, não se sabe se a intenção era assassinar Manoel ou apenas estudar sua rotina.

Ainda segundo informações, a polícia conseguiu digitais na motocicleta usada pelos autores que foi abandonada. Os autores teriam entrado no rancho onde Neto foi assassinado pelo rio e depois de cometer o crime fugiram com a moto da vítima, como noticiou o site Edição de Notícias.

Nos próximos dias, a polícia afirma que deve confirmar os nomes dos suspeitos e fazer a prisão dos acusados pela morte de Neto, que cumpria pena por homicídio em 2010. A vítima também teria discutido com algumas pessoas dias antes de ser assassinado, já que emprestava dinheiro a juros, agiotagem.Câmeras e digitais entregam suspeitos de matar detento que seria agiota

A morte

Manoel Teodoro foi executado no dia 29 de julho no rancho onde morava. O corpo  foi encontrado as margens do Rio Taquari ferido com pelo menos quatro tiros, dois nas costas e dois no peito.

Neto foi encontrado já morto pelo responsável pela limpeza do rancho, que também mora no local. No corpo, a perícia encontrou quatro ferimentos de tiros, provavelmente calibre 38. Em um saco de cimento que havia no local os investigadores também encontraram marcas dos disparos.

Testemunhas contaram no dia, que Neto ainda teria desavença com uma família de Rio Verde que deveria a R$ 10 mil para ele. Em virtude da dívida, ele chegou a ameaçar atear fogo na casa da mãe do possível cliente.

Antecedentes

A vítima cumpria pena pelo homicídio do pedreiro Carlos Alberto Feliciano de Oliveira, em 30 de dezembro de 2010. Neto teria cometido o crime após uma briga com a vítima, que foi morta com vários disparos de revólver calibre 38, em uma construção. Em 2013, o suspeito foi condenado a 17 anos de prisão, chegou a cumprir pena em Campo Grande e neste ano foi para o regime semiaberto.