Polícia

Audiências sobre morte de Wesner são marcadas pela justiça

Caso aconteceu em fevereiro deste ano 

Midiamax Publicado em 09/08/2017, às 14h34

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Caso aconteceu em fevereiro deste ano 

A justiça definiu a primeira audiência sobre a morte do adolescente Wesner Moreira da Silva de 17 anos para o próximo mês. O jovem ficou gravemente ferido em após ter uma mangueira de ar comprimido introduzida no ânus e morreu depois de 11 dias internado na Santa Casa de Campo Grande.

Segundo o TJ-MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), o juiz titular da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, Carlos Alberto Garcete de Almeida, designou as audiências para a tarde dos dias 5 de setembro e 2 de outubro.

Testemunhas de defesa e também os dois suspeitos do crime – Thiago Giovani Demarco Sena de 20 anos, e Willian Henrique Larrea de 31 anos – serão ouvidos nas datas. A dupla foi denunciada pelo MPE (Ministério Público Estadual) por homicídio doloso, quando há intenção de matar. O juiz aceitou a denúncias e os suspeitos viraram réus do processo em julho.

O crime aconteceu no início de fevereiro, no lava jato de Thiago, onde o adolescente trabalhava na época. Os autores afirmaram à polícia que tudo não passou de uma ‘brincadeira’, que era frequente entre os funcionários do local.

Para o MPE os rapazes sabiam do potencial ofensivo da mangueira usada na agressão ao adolescente e por isso assumiram o risco de matar. Wesner ainda teria sido imobilizado e agarrado, o que não deu chance para defesa no momento em que Thiago introduziu a mangueira de ar compressor no adolescente.

O adolescente deu entrada na Santa Casa de Campo Grande no dia 3 de fevereiro em estado grave, precisou passar por uma cirurgia e retirou 20 centímetros do intestino. Depois disso, chegou a apresentar melhora no quadro de saúde, mas voltou a ter hemorragia e foi levado para a CTI (Centro de Tratamento Intensivo) novamente. No dia 14 de fevereiro ele não resistiu e morreu.

Audiências sobre morte de Wesner são marcadas pela justiça

Logo após sua morte, a polícia pediu a prisão preventiva dos dois envolvidos, o que foi negado pelo juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida, da 1ª Vara do Tribunal de Júri de Campo Grande. Ele alegou que o delegado Paulo Sérgio Lauretto não trouxe “fundamentação quanto à concreta necessidade da prisão preventiva dos envolvidos”.

No dia 3 de março, com faixas e cartazes pedindo justiça, cerca de 30 pessoas entre familiares e amigos de Wesner protestaram em frente ao Fórum de Campo Grande. Eles reivindicam agilidade no processo judicial.

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