Polícia

Adolescente foi morto por policial, que nega trabalho de segurança em festa

Adolescente tinha 17 anos

Aliny Mary Dias Publicado em 10/06/2017, às 16h11

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Adolescente tinha 17 anos

O tiro que matou o adolescente Luiz Júnior, de 17 anos, depois de festa realizada na Chácara da República, na Rua da Divisão, no Jardim Monte Alegre, saiu da arma de um policial militar que atua no Comando Geral da PM, na Capital. A defesa do PM nega que ele estivesse trabalhando como segurança, versão apresentada por testemunhas à Polícia Civil.

Advogado do PM, Amilton Ferreira disse ao Jornal Midiamax que o policial estava participando da festa e não trabalhando. Por volta das 2h30, confusão começou dentro do estabelecimento e causou briga generalizada. A defesa do policial afirma que ele ouviu um disparo e na sequência viu o adolescente saindo da chácara com uma arma.

“O policial viu que ele estava armado e, no dever de polícia, deu voz de prisão ao rapaz. O menino não teria atendido a voz de prisão, teria atirado contra o policial fora do estabelecimento, e antes de efetuar o segundo disparo, o policial revidou acertando o menino”, conta Amilton.

Adolescente foi morto por policial, que nega trabalho de segurança em festa

Até o momento, a arma que o policial afirma ter visto com o adolescente não foi encontrada pela polícia. O PM deve se apresentar ao delegado João Reis Belo, na 5ª delegacia de polícia, na próxima segunda-feira (12).

O caso

Conforme apurado pela reportagem, a Polícia Civil foi acionada e no local obteve informações de que o primeiro disparo ocorreu durante uma confusão no local. Na tentativa de espalhar a multidão, o segurança, que afirma ser apenas PM, teria atirado para o alto, mas a ação provocou mais tumulto no local.

Uma testemunha de 17 anos disse à polícia que os participantes da festividade passaram a correr em direção à saída, momento em que o policial fez o segundo disparo, desta vez em direção ao público.

Luiz foi atingido no pescoço e morreu na esquina das ruas da Divisão com Eva Peron. O projétil foi localizado embaixo do corpo. O portão do Clube já estava fechado e com a luz apagada quando a Polícia Civil chegou e nenhum proprietário foi encontrado. O corpo estava ao lado de fora do estabelecimento.

E ainda não há informações de câmeras de monitoramento na região. Júnior era o caçula de três irmãos e não portava documentos no momento do fato, o reconhecimento foi feito pela irmã. Abalada e com a saúde debilitada, a mãe da vítima passa por hemodiálise há cinco anos e prefere manter silêncio. O fato será investigado como homicídio simples.

Proprietário nega

Proprietário do estabelecimento, Lucimar Mota nega que a briga ou os disparos tenham acontecido dentro do seu estabelecimento. “Nada no relato passado bate. A festa terminou bem antes das 2h30, porque estava muito frio. Minha equipe de segurança é de uma empresa terceirizada, que não trabalha com nenhum tipo de arma de fogo”, esclareceu.

Lucimar diz ainda que não conhece nenhum segurança que seria policial e que a briga teria acontecido na esquina da Rua da Divisão com Eva Peron. “As evidências do crime estão todas lá. Quem relatou que foi dentro do estabelecimento está tentando me prejudicar”, argumentou.

Jornal Midiamax