Autuação aconteceu durante depoimentos 

Depois do assassinato de Edimar Barros Da Silva, de 42 anos, na manhã deste sábado (30), dentro de um bar localizado na Rua Grace Kelly, no Jardim Colibri, região sul de Campo Grande, a proprietária do estabelecimento de duas testemunhas foram encaminhadas para a delegacia para esclarecimentos.

Porém de acordo com o registro policial, C.A.M.S., apresentou uma versão diferente da apresentada pelas testemunhas do crime. Durante a acareação das testemunhas, C.A.M.S. teria dito que não estava no local no momento dos disparos e que não conhecia a vítima, tampouco o autor do crime.

Versão contestada por outras duas testemunhas que relataram inclusive que a mulher conversava com os dois antes de o crime acontecer. Por creditar que ela estava “negando e calando a verdade”, C.A.M.S. foi detida por falso testemunho ou falsa perícia.

Alguns minutos antes, uma das testemunhas deu trabalho para a polícia e acabou sendo detida por desacato. Segundo o registro policial, já durante o deslocamento para a delegacia K.C., de 20 anos, se recusava a colaborar com os policiais tentando inclusive, pular da viatura em movimento.

 A velocidade da viatura foi diminuída e K.C. acabou saindo do veículo. A equipe policial a convenceu a retornar para a viatura, mas ao chegar na delegacia ela teria saído do veículo e desta vez chegou a caminhar por duas quadras dizendo que não ficaria ali e não colaboraria com os policiais.

Foi solicitado o auxilio de um policial militar para conduzir a testemunha para delegacia onde foi necessário o uso de algemas, pois ainda segundo o registro a testemunha se encontrava alterada e se recusava inclusive a informar o nome. Em determinado momento K.C. teria começado a gritar e desferir palavras de baixo calão contra os policiais e acabou sendo detida por desacato.

O caso

A polícia identificou como sendo Edimar Barros Da Silva, de 42 anos, o homem assassinado com vários tiros na manhã deste sábado (30), dentro de um bar localizado na Rua Grace Kelly, no Jardim Colibri, região sul de Campo Grande. Ele foi atingido por mais de dez tiros.

De acordo com o registro policial, a polícia foi acionada e ao chegar no local encontrou a vítima já sem vida com várias perfurações de arma de fogo. Edimar foi atingido por dois tiros no abdômen, seis tiros na cabeça, mais precisamente na região temporal próxima ao ouvido e no ouvido do lado direito, e um tiro no braço esquerdo. No local do crime os policiais encontraram 12 cápsulas deflagradas e dois projeteis.

De acordo com o sargento Salinas, da Polícia Militar, a equipe foi acionada por volta das 7h50 e quando chegou no local o Corpo de Bombeiros já havia atestado o óbito. A proprietária do bar, que preferiu não se identificar, relatou à polícia que o homem chegou assim que ela abriu o bar nesta manhã.

Ela teria dito à polícia que assim que ouviu os primeiros disparos teria se escondido atrás do balcão e logo depois ouviu os outros. O motivo do crime ainda é desconhecido, mas segundo uma testemunha um jogo de sinuca teria gerado desavença entre vítima de autor. Até o momento o autor dos disparos não foi encontrado.

O caso foi registrado como homicídio qualificado por motivo fútil na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) da Vila Piratininga.