Polícia

Comerciante que matou travesti é condenado a 16 anos de prisão

Crime aconteceu em julho de 2015

Gerciane Alves Publicado em 06/05/2016, às 22h10

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Crime aconteceu em julho de 2015

O comerciante Marlon Lucas Rocha Fialho, de 22 anos, acusado de matar em julho de 2015 uma travesti foi julgado nesta sexta-feira (6) pelo Tribunal do Júri e condenado a 16 anos e 6 meses de reclusão. O crime aconteceu em Dourados, cidade a 225 quilômetros de Campo Grande e de acordo com informações da polícia, o jovem tinha um relacionamento amoroso com a vítima.

Segundo informações, Marlon foi condenado a 13 anos e 6 meses de reclusão pelo homicídio qualificado e ainda a 3 anos e 10 dias e multa pelo crime de porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. O comerciante terá que cumprir no total 16 anos e seis meses de prisão em regime fechado pelo assassinato da travesti Israel Pereira Alcântara, de 25 anos, conhecido como Erika.

A sentença condenatória foi assinada às 14 horas desta sexta-feira pelo juiz César de Souza Lima, titular da 3ª Vara Criminal da Comarca e presidente do Tribunal do Júri. Marlon está preso desde o dia do crime, mas o juiz considerou que por ainda não ter cumprido 2/5 da pena deixa de ser possível requerer a progressão de regime que permitiria ao condenado cumprir a pena em regime semiaberto.

Embora haja a possibilidade de recurso, Marlon começa a cumprir a condenação em regime fechado, na PED (Penitenciária Estadual de Dourados). No decorrer do processo, ele chegou a trocar de advogados três vezes.

O crime

O assassinato aconteceu na madrugada no dia 17 de julho de 2015. Na ocasião, Marlon atirou cinco vezes contra a travesti de 25 anos, cujo nome de registro é Israel Pereira Alcântara. Consta no processo que mais de um disparo foi efetuado com a vítima já caída, sem qualquer chance de defesa. Esse foi um agravante na condenação.

Preso em flagrante pela Guarda Municipal no local do crime, Marlon chegou a alegar que reagiu a uma tentativa de assalto da travesti, mas no decorrer do processo a Justiça considerou que assassino e vítima mantinham um relacionamento amoroso antes do crime.  

Jornal Midiamax