Com greve anunciada, presídio de Campo Grande tem 3 mortes em 20 dias

Agentes prometem parar pouco antes do Dia das Mães
| 19/04/2016
- 00:55
Com greve anunciada, presídio de Campo Grande tem 3 mortes em 20 dias

Agentes prometem parar pouco antes do Dia das Mães

Servidores públicos ligados ao sistema penitenciário de Mato Grosso do Sul estão preocupados com a aproximação do Dia das Mães, tradicional data de problema nos presídios, e com a possibilidade de greve da categoria, prometida para o próximo dia 2 de maio. Nesta segunda-feira (18), o Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande, localizado no Jardim Noroeste, registrou a terceira morte de detento em menos de 20 dias.

Recentemente o sistema penitenciário sul-mato-grossense já ganhou destaque quando ataques nas ruas de Campo Grande deixaram quatro ônibus incendiados. Doze pessoas já foram detidas pela polícia, que confirmou a relação dos envolvidos com detentos da Máxima, de onde partiu a ordem.

Luiz Otávio de Souza, de 25 anos, foi encontrado morto nesta tarde no saguão superior da ala B do Pavilhão 2 do  As causas da morte devem ser investigadas.

De acordo com nota divulgada pela (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) o corpo do jovem foi encontrado pelos agentes penitenciários por volta das 13h40 desta segunda após o banho de sol de rotina dos presos.

Ainda segundo a nota, o corpo estava sobre um colchão, na posição sentada e não haviam sinais aparentes de lesões ou ferimentos. O local foi isolado e a perícia técnica da CGP (Coordenadoria Geral de Perícias) foi chamada para os levantamentos necessários e coleta de provas. O caso será investigado pela Polícia Civil.

O jovem possuía várias passagens policiais por tráfico de drogas, roubo e porte ilegal de armas, sendo preso várias vezes e estava novamente no Presídio de Segurança Máxima desde 23 de outubro de 2014, após evasão e quebra de cumprimento do regime semiaberto.

Mortes

Esta é a terceira morte de detentos no presídio em 18 dias. Na tarde do dia 31 de março, Sidnei Baptista Borges, de 45 anos, morreu no Presídio de Segurança Máxima . O interno tinha histórico de doença grave, que não foi especificada pela polícia. Sidnei aguardava transporte para Unidade de Saúde, mas o estado de saúde dele foi agravado e acabou morrendo no pavilhão 4, no setor de saúde do presídio.

Na manhã de sexta-feira (1º), Douglas Farias do Carmo, de 35 anos, foi encontrado morto em uma das celas do presídio. De acordo com o boletim de ocorrência, registrado por um agente penitenciário do Estabelecimento Penal, ele foi acionado por um detento da cela 103. Segundo o interno, ele viu Douglas deitado no colchão na cela 108, aparentemente sem sinais vitais.

Foi constatado que Douglas havia morrido na cela, mas não há informação do que pode ter provocado a morte ou se ele tinha histórico de problemas de saúde. O caso foi registrado na 3ª Delegacia de Polícia Civil como .

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