Polícia

Rapaz envolvido em suposto atropelamento em formatura nega acidente

O motorista contesta a versão dada pelos rapazes que procuraram a Depac Centro

Midiamax Publicado em 23/02/2015, às 17h14

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O motorista contesta a versão dada pelos rapazes que procuraram a Depac Centro

O rapaz envolvido em um suposto atropelamento no fim da madrugada de domingo (22), na rampa de um buffet, que fica na Avenida Mato Grosso, no Bairro Carandá Bosque, região nordeste de Campo Grande, entrou em contato com a equipe do Jornal Midiamax e contestou a versão apresentada pelos rapazes que procuraram a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Centro da Capital para fazer a denúncia. Os nomes dos envolvidos foram preservados.

Ele contou que entre 4h30 e 5 horas saiu com a namorada de uma festa de formatura que ocorria no estabelecimento, quando percebeu que havia uma confusão na frente do local. “Havia um pessoal na rampa, porém o manobrista entregou a chave do meu carro e eu tinha que sair de lá, mas para isso precisava passar por eles, assim como a fila de carros que se formou atrás de mim”, lembra.

“Passei devagar por eles, mas o pessoal não abria para eu ir embora, até que o retrovisor do lado direito do meu carro bateu em alguém. Desci, fui dar a volta no automóvel para ver se estava tudo bem, e foi aí que começaram a chutar o meu veículo”, recorda e acrescenta, “de repente eles vieram para cima de mim. Deram socos no meu rosto e na minha cabeça”.

O condutor contou que amigos deles viram a cena e foram ao seu socorro. “Eles conseguiram tirar os rapazes de cima de mim e me mandaram ir embora, pois a situação estava sem controle”, diz o rapaz. Ele teria entrado no próprio veículo, onde estava a namorada, e saiu do local.

Mais tarde, ele ficou sabendo que os rapazes procuraram a delegacia. “Eles deram uma versão que não existiu, falaram de um atropelamento, mas não foi nada disso. Além disso, eles começaram a me ameaçar pelas redes sociais. Tirei cópia de tudo e fui também na delegacia e fiz um registro sobre os fatos. Depois levei tudo a um advogado que vai cuidar do assunto”, alega.

O caso será investigado pela Polícia Civil.

Jornal Midiamax