Polícia

Com novo mandado, Justiça mantém prisão de suspeito de matar professor

Irmão de Francimar tem pedido de prisão encaminhado para outra vara

Midiamax Publicado em 18/04/2015, às 13h54

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Irmão de Francimar tem pedido de prisão encaminhado para outra vara

O juiz da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, Aluizio Pedreira dos Santos, acatou na sexta-feira (17) o pedido de prisão preventiva de Francimar Câmara Cardoso, de 30 anos. A medida tinha sido feita pelo delegado da 1ª DP (Delegacia da Polícia Civil) da área central de Campo Grande, Miguel Said, que concluiu o inquérito sobre o homicídio doloso, com intenção de morte, qualificado por motivo torpe e impossibilidade de defesa da vítima na última semana.

Francimar responde a um processo, onde é o responsável pela morte de Bruno Soares da Silva Santos, de 29 anos, que era supervisor e professor de informática de uma escola de cursos profissionalizantes localizada na Rua Maracaju, na região central. O assassinato aconteceu no início do expediente do dia 16 de março e o caso foi registrado pelas câmeras do circuito de segurança do estabelecimento educacional.

O delegado ao fazer o pedido da prisão de Francimar, alegou a forma violenta da morte da vítima que teria atendido o suspeito, acreditando se tratar se assuntos ligados a instituição, quando na verdade, ele estava armado e sem dizer nada, atirou contra Bruno, que morreu no local por conta da gravidade do disparo de arma de fogo feito. O pedido também teve apoio do MPE (Ministério Público Estadual).

Os argumentos foram aceitos e por conta disso, a prisão preventiva decretada com validade até abril de 2035. Francimar já estava preso, por força de um mandado de prisão temporária que tinha validade até este sábado (18), porém como a nova ordem judicial, a detenção deve se estender.

Na mesma peça, o juiz argumenta que não pode pedir pela prisão preventiva do irmão de Francimar, Daires Câmara Pereira, de 25 anos, uma vez que ele foi denunciado pelo crime de porte ilegal de arma de fogo e o vara pela qual representa, trata-se de crimes contra a vida.

Desta forma, Aluizio informa que, “determino a remessa de cópia integral deste feito a uma das varas criminais residuais desta Capital para os fins legais”. Com isso, a prisão preventiva pedida pelo Miguel Said foi encaminhada para outra vara, onde será apreciada em até quatro dias, por conta do feriado.

O delegado havia informado na última semana que, a arma usada no crime foi comprada por Daires e que de alguma forma, foi entregue a Francimar que cometeu o assassinato. Além disso, a arma foi usada em um crime de latrocínio, roubo seguido de morte, ocorrido em Nova Alvorada do Sul e não era da família, como havia sido alegado pelo suspeito anteriormente.

Processo

Com o fim do inquérito policial, o caso foi entregue para o Tribunal de Júri de Campo Grande que começa a ouvir testemunhas sobre o caso em junho deste ano.  

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