Polícia

‘A casa é minha, o som é meu’: jovem é presa por som alto em festa

Rapaz também foi preso por vender bebidas a adolescentes

Renata Portela Publicado em 12/07/2015, às 12h04

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Rapaz também foi preso por vender bebidas a adolescentes

Na madrugada deste domingo (12), duas pessoas foram detidas pela Polícia Militar em uma festa particular no Jardim Tijuca. Ana Carla Fontoura Dias, de 19 anos, e Fábio Gimenes Montezano, de 26 anos, foram encaminhados para a delegacia.

De acordo com o delegado plantonista da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Piratininga, Hoffman Dávila Cândido e Souza, a PM (Polícia Militar) foi acionada para ir até a casa na Rua Alfredo Lisboa, no Jardim Tijuca. Vizinhos afirmaram que, no local, estava acontecendo uma festa e que o barulho estava insuportável.

Um PM que mora na região foi até a casa, à paisana, e pediu que a dona da festa, Ana Carla, abaixasse o som, mas o pedido foi negado. Outros vizinhos também pediram silêncio, mas a jovem não diminuiu o volume do som da festa.

Quando a equipe da PM chegou ao local, a jovem ainda teria dito “O som é meu, a casa é minha e aqui ninguém entra”. Neste momento, ela recebeu voz de prisão por desobedecer à ordem. Os policiais entraram na casa e, em vistorias constataram que havia duas adolescentes consumindo bebidas alcoólicas, fato confirmado por teste de alcoolemia.

O responsável pela venda das bebidas, Fábio Gimenes, também acabou detido. O som e as bebidas alcoólicas, sendo 12 garrafas de vodka e 9 fardos de cerveja, foram apreendidos e encaminhados para a Depac.

Fiança

Ana Carla e Fábio foram presos em flagrante e autuados por venda de bebida alcoólica para menores de 18 anos e perturbação da tranquilidade. O delegado arbitrou uma fiança de R$ 3 mil para cada um. “O valor foi estipulado em virtude da natureza da infração e circunstância indicativa de periculosidade”, disse Hoffman.

Ainda de acordo com o delegado, o valor também foi estipulado pelo desrespeito aos policiais. “Isso serve até como caráter educativo, pelo respeito com os militares e pelo som, que estava perturbando os vizinhos e configurou crime”, finalizou.

Jornal Midiamax