Polícia

Delegado vai pedir prisão preventiva do ‘policial Pitbull’, acusado de executar homem na Capital

O delegado Weber Luciano de Medeiros, da 2ª Delegacia de Polícia, anunciou que ainda nesta terça-feira (25) vai entrar com o pedido de prisão preventiva contra Carlos Roberto Cerqueira, policial aposentado apontado como autor do assassinato de Rodrigo José Rech, que aconteceu na tarde segunda-feira (24). O delegado ainda aguardaria por mais um período para […]

Arquivo Publicado em 25/03/2014, às 16h30

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O delegado Weber Luciano de Medeiros, da 2ª Delegacia de Polícia, anunciou que ainda nesta terça-feira (25) vai entrar com o pedido de prisão preventiva contra Carlos Roberto Cerqueira, policial aposentado apontado como autor do assassinato de Rodrigo José Rech, que aconteceu na tarde segunda-feira (24).

O delegado ainda aguardaria por mais um período para ver se o acusado se apresentaria espontaneamente, mas considera esta possibilidade bastante remota. “Nós continuamos as buscas e se ele for preso ainda hoje será em flagrante por homicídio doloso qualificado”, afirmou.

Segundo o delegado, nos últimos dois anos já haviam sido registrados 14 boletins de ocorrência tanto por parte da vítima quanto do autor. “Eles viviam discutindo por vários motivos e os boletins são por ameaça, dano e perturbação do sossego”, continuou o dr. Weber.

Quanto ao perfil do acusado, imagens de câmeras de segurança mostram que ele estava constantemente armado andando pela rua.

Este fato é um detalhe à parte no episódio, pois Carlos Roberto estava aposentado justamente por problemas mentais e segundo familiares ele sofre de esquizofrenia e depressão e oficialmente não poderia ter posse de arma.

Por conta dos boletins de ocorrência, a polícia tomou conhecimento que Carlos tem porte de arma. Por conta de seu histórico médico, no dia 6 de março foi feito um pedido à Justiça para que concedesse mandado de busca e apreensão desta arma. Até esta terça-feira não houve resposta.

O porte de arma foi renovado no dia 6 de janeiro deste ano, fato que também é questionado pela Polícia Civil. “A concessão do porte de arma não é competência da Polícia Civil. Fizemos uma pesquisa na Polícia Federal e fomos informados que eles não tinham conhecimento dos problemas de saúde do acusado e por isso o porte foi renovado”, afirmou o delegado.

“Arsenal”

Depois de Rodrigo José a Polícia fez buscas na casa dos dois envolvidos e encontrou duas espingardas, um fuzil e uma pistola de ar comprimido, além de uma caixa de munição calibre 38. Uma estava na casa de Rodrigo e as outras três e a munição na de Carlos Roberto. As armas são de ar comprimido e a polícia agora vai fazer uma perícia para saber da possibilidade delas serem transformadas em armas de calibre 22.

Na forma original, as armas podem impressionar pelo formato, mas se forem modificadas podem ampliar seu poder de fogo e tornarem-se perigosas.

Jornal Midiamax