Polícia

Boato sobre R$ 30 mil guardados pode ter motivado furto na casa de policial morto a tiros

A residência do PM foi invadida e teve objetos furtados nesta quarta-feira (4), dia em que ele foi sepultado. O policial foi morto a tiros no Indubrasil, quando supostamente transportava um malote com dinheiro de uma fábrica de refrigerantes.

Arquivo Publicado em 05/06/2014, às 12h05

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A residência do PM foi invadida e teve objetos furtados nesta quarta-feira (4), dia em que ele foi sepultado. O policial foi morto a tiros no Indubrasil, quando supostamente transportava um malote com dinheiro de uma fábrica de refrigerantes.

Com a notícia de que o soldado da PM (Polícia Militar) Rony Mayckon Varoni de Moura, de 28 anos, iria se casar e comprar uma residência, a casa em que a vítima morava com a mãe no Bairro Buriti, em Campo Grande, foi invadida na tarde de quarta-feira (4). Um boato de que ele guardava R$ 30 mil para dar de entrada no novo imóvel teria sido a causa do furto.


A polícia não confirma a informação, mas também não descarta a possibilidade. Eles afirmaram que trabalham com cautela para descobrir a autoria do crime. Após a constatação do furto, policiais civil, militares e federais estiveram no imóvel, conforme informações dos vizinhos.


VELÓRIO


Com os familiares e amigos participando no velório e do sepultamento do soldado que ocorreu na tarde de ontem, o imóvel ficou desocupado, oportunidade que os criminosos arrombaram a porta dos fundos e levaram diversos objetos, dentre eles um aparelho de televisão, um relógio avaliado em R$ 400 e outros objetos. Além disso, não foi informado se o suposto valor era guardado pelo militar na residência em que morava com a mãe.


CRIME


O policial militar foi morto a tiros por homens que, estavam em duas motocicletas na terça-feira (3). Os criminosos se aproximaram do carro dele, um Saveiro, quando trafegava pela rodovia BR-262, no Bairro Indubrasil, região sudoeste de Campo Grande, próximo de uma fábrica de bebidas, onde ele havia acabado de pegar um malote.


O carona, um cabo da PM, não foi atingido pelos tiros. Mais de 15 viaturas foram acionadas e as duas pistas da rodovia ficaram interditadas.


Três adolescentes chegaram a ser apreendidos próximo ao local, pois estavam com uma motocicleta roubada, porém foram liberados. Foi descoberto que eles não tinham relação com o crime.


Os policiais chegaram a fazer um pente-fino na favela Cidade de Deus, onde havia rastro de sangue que saía do local do assassinato do militar e ia até a região. Um helicóptero também foi acionado para ajudar no resgate. O caso é investigado pela Derf (Delegacia Especializada de Repressão de Roubos e Furtos).

Jornal Midiamax