Polícia

Mulher morta por ex-marido em cartório já havia relatado ameaças de morte à polícia

Assim que pediu a separação, o homem teria a ameaçado de morte e ela fugiu de Campo Grande com os dois filhos. Ela estava sob medidas protetivas contra o autor, que cometeu suicídio.

Arquivo Publicado em 23/01/2013, às 20h00

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Assim que pediu a separação, o homem teria a ameaçado de morte e ela fugiu de Campo Grande com os dois filhos. Ela estava sob medidas protetivas contra o autor, que cometeu suicídio.

Há menos de 40 dias, Maxilene Mendes Vaz, 34 anos, já havia relatado à polícia as ameaças de morte que vinha sofrendo do ex-marido, tanto que estava sob medidas protetivas contra ele.


Mesmo assim, ela foi executada a tiros por ele na manhã desta terça-feira (23), no momento em que formalizavam a separação em um cartório de Jardim, município distante a 230 quilômetros de Campo Grande.


”O inquérito já havia sido instaurado, mas infelizmente as medidas protetivas não protegem a vítima 100% do autor, tanto que ele premeditou o crime, foi armado e se aproveitou de um momento de descuido para cometer o crime passional”, comenta ao Midiamax a delegada Elaine Cristina Ishiki.


No dia 15 de dezembro de 2012, de acordo com a polícia, a vítima teria chamado o autor para conversar. O casal, na época, ainda residia em Campo Grande, no bairro Taquarussú. Descontente, a mulher disse que sempre relevava as desavenças do casal, porém o casamento havia acabado e ela queria a separação.


O homem teria respondido que a mataria sem dúvidas, caso a encontrasse com outro homem. Ele disse ainda que jamais aceitaria traição e o fim do relacionamento. Quatro dias depois ela foi para Jardim, juntamente com os dois filhos de oito e cinco anos, com a intenção de morar com os seus familiares.


O filho de 15 anos teria ficado com o pai, justamente para evitar futuras agressões. Já no dia 16 de dezembro, Ivandro compareceu a polícia. Ele acusou a ex-mulher de abandono e registrou uma ocorrência contra ela.


A polícia diz ainda que, nesse meio termo, a mãe ligava para o filho de 15 anos para conversar, sem jamais dizer onde estaria residindo. Dias depois, ela entrou em contato com Ivandro, que disse ter aceitado a separação de maneira amigável.


Ela então repassou o endereço do cartório onde eles assinariam formalizariam a separação, inclusive tratando de bens e da transferência de um veículo. Em certo momento, a polícia diz que o homem disse que não queria falar com psicólogo e empurrou a porta. Ele disparou duas vezes contra Maxilene.


Funcionários do local que ouviram os disparos pediram para ele parar, mas sem sucesso. Ele disparou outras vezes, inclusive contra si próprio. O casal foi encontrado embaixo de uma escada, sendo que a mulher morreu no local. Já Ivandro foi levado com sinais vitais ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu logo depois.

Jornal Midiamax